Imagine o cenário: Belém (PA), nas primeiras horas do dia, vibrando com cânticos e o som rítmico dos maracás. É assim que começa a Cúpula dos Líderes no Parque da Cidade, um evento que marca a preparação para a tão aguardada COP30, na semana seguinte. Representantes indígenas, quilombolas e de comunidades da Amazônia se reúnem para abençoar o solo fértil onde ocorrerão intensos debates sobre o futuro da nossa maior floresta.
É o ritual Gira de Raízes, um momento essencial de fortalecimento espiritual para os participantes, especialmente os chefes de Estado que se encontrarão para discutir temas cruciais como clima e sustentabilidade. Você sabia que esse tipo de cerimônia, que mistura silêncio com celebração, é uma poderosa forma de simbolizar a união entre espiritualidade, cultura e resistência? A mensagem é clara: as vozes dos povos originários são fundamentais nas discussões globais sobre o clima.
O que é o ritual Gira de Raízes?
O Gira de Raízes não é apenas uma cerimônia simbólica; é um poderoso ritual que fortalece espiritualmente o território e os participantes. Neste evento, os cânticos e os maracás são mais que sons — eles são orações e bênçãos que se misturam ao ar, evocando proteção e respeito para os debates que estão por iniciar.
Por que o protagonismo dos povos originários é tão importante?
Em discussões sobre o clima, como as que acontecerão na COP30, a atuação dos povos originários não é apenas desejável — é essencial. Eles são os guardiões legítimos da floresta, aqueles cuja conexão com a terra transcende gerações e cuja sabedoria pode guiar soluções verdadeiramente sustentáveis.
Como é expressa essa participação na Cúpula dos Líderes?
O gesto de iniciar com o ritual Gira de Raízes reforça a presença desses líderes espirituais e culturais na cúpula. Esta não é uma simples formalidade, mas sim uma potente reafirmação de que qualquer discussão sobre preservação e sustentabilidade ambiental deve começar com respeito e bênção à terra.
Com informações da Agência Brasil