Imagine poder mergulhar na história inédita de um povo indígena, registrada através das lentes de quem vivenciou tudo de perto. É essa jornada que a exposição "Paiter Suruí, Gente de Verdade" proporciona aos visitantes em São Paulo. Localizada no Instituto Moreira Salles, na icônica Avenida Paulista, a mostra traz mais de 900 fotografias que narram a rica herança do povo Paiter Suruí, que habita entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. E o melhor de tudo: a entrada é gratuita, permitindo que todos tenham acesso a essa experiência cultural única.
Desde os anos 1970, logo que as câmeras fotográficas chegaram à Terra Indígena Sete de Setembro, os próprios índios começaram a documentar sua história. Essa rica coleção fotográfica, antes guardada em álbuns modestos nas casas e caixas das aldeias, agora ganha o olhar do público como um tesouro inédito. Mas o que exatamente essas imagens revelam sobre o cotidiano dos Paiter Suruí?
Como as fotografias compartilham a cultura Paiter Suruí?
Essas imagens capturam momentos de intensa intimidade e tradição. Desde celebrações de aniversários, casamentos, e batizados, até encontros esportivos e os desafios da interação com os não indígenas, todas as nuances do dia a dia dos Paiter Suruí são apresentadas. É como folhear um álbum de família expansivo, onde cada foto conta uma história única e poderosa.
O que torna a exposição "Paiter Suruí, Gente de Verdade" tão especial?
A curadora Lahayda Poma não economiza elogios ao descrever a mostra como um material belo e inédito. Reforçando essa singularidade, além das fotografias históricas, o visitante ainda pode apreciar entrevistas, fotos contemporâneas e até objetos artesanais. Esses elementos, coletados pelo Coletivo Lakapoy — um grupo pioneiro de audiovisual indígena —, enriquece ainda mais a narrativa visual apresentada.
Onde e quando visitar esta exposição única?
"Paiter Suruí, Gente de Verdade" está em cartaz no Instituto Moreira Salles, um espaço conhecido por suas mostras culturais significativas. Localizado na movimentada Avenida Paulista, o instituto mantém as portas abertas para esta exposição até o dia 02 de novembro. Uma oportunidade imperdível para quem quer se aprofundar na cultura indígena brasileira e seus registros visuais, diretamente pelos olhos de quem viveu essas histórias.
Com informações da Agência Brasil