Quando criança, Ivan Baron mergulhou no universo de uma sala de aula e descobriu tanto alegrias quanto desafios. Lidando com paralisia cerebral, ele enfrentou preconceitos, mas também encontrou na escola seu lugar no mundo. Com o passar do tempo, sua paixão pela educação o levou a cursar pedagogia, transformando-se em um combatente fervoroso contra o capacitismo. Hoje, Ivan utiliza o poder das redes sociais para amplificar sua mensagem e promover inclusão.
Como a escola ajudou Ivan a se tornar um ativista contra o capacitismo?
A vivência de Ivan Baron na escola foi marcada por barreiras e julgamentos, mas também pela descoberta de que aquele era seu “lugar no mundo”. Decidido a lutar contra o capacitismo, ele investiu na carreira de pedagogia e utilizou tanto as salas de aula quanto as redes sociais como ferramentas de transformação social. Sua trajetória inspirou inúmeros jovens a acreditarem na força da educação inclusiva.
No dia 19 de agosto, Ivan participou do lançamento de uma campanha nacional de combate ao capacitismo, promovida pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara dos Deputados. Com a apresentação de personalidades como Xuxa Meneghel e o envolvimento de diversas figuras públicas, a iniciativa procura conscientizar sobre os direitos das pessoas com deficiência.
Capacitismo: como as piadas e expressões preconceituosas perpetuam a exclusão?
Ivan esclarece que o capacitismo frequentemente se esconde em piadas de mau gosto e expressões discriminatórias, mas também na falta de adaptação dos espaços e oportunidades limitadas de estudo e trabalho para as pessoas com deficiência. Para ele, a inclusão deve ser vista como um direito inalienável, não um favor.
Com o apoio de parlamentares como o deputado Duarte Júnior, Ivan incentiva um consenso entre vozes populares e políticas para que, juntos, possamos transformar mentalidades. A proposta de um projeto de lei de enfrentamento ao capacitismo é uma das recentes iniciativas apresentadas para avançar na causa.
Quais são os riscos enfrentados por mulheres com deficiência?
Ivan Baron ressalta que a implementação efetiva da Lei Brasileira de Inclusão, que completa 15 anos em 2025, é essencial para garantir o trato igualitário a todas as pessoas com deficiência. Para isso, é preciso investir na capacitação de profissionais e na criação de uma rede de protocolos integrados que assegure o atendimento adequado.
Entre as estatísticas preocupantes, Baron destaca que as mulheres com deficiência, particularmente as negras, enfrentam maiores riscos de violência e apresentam menores índices de inserção formal no mercado de trabalho, o que agrava ainda mais sua vulnerabilidade.
Por isso, ele defende uma mobilização robusta por meio de ações nas redes sociais, materiais educativos e debates em diversas partes do país, com o objetivo de dissipar preconceitos e garantir inclusão.
Ivan Baron, que teve paralisia cerebral após contrair meningite aos três anos de idade, reconhece o papel decisivo que sua família e o Sistema Único de Saúde (SUS) tiveram em sua reabilitação e autonomia. Sua história é uma inspiradora representação de superação e dedicação à causa dos direitos humanos e inclusão social.
Com informações da Agência Brasil