Soberania e democracia deram o tom na abertura da 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres nesta segunda-feira (29), que reúne cerca de 4 mil mulheres até quarta-feira (1º). Durante esses dias, discussões importantes acontecerão sobre temas como enfrentamento às desigualdades sociais, combate à violência de gênero, e articulação entre governo e sociedade civil. Tudo isso aponta para um futuro mais justo, igualitário e respeitoso para a mulher brasileira.
No início das atividades, Yia Bueno, do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, destacou algo crucial:
"Defender a soberania é colocar o nosso país no patamar da política internacional de desenvolvimento social, cultural, ambiental, econômico e sobretudo humano".
Quais os antecedentes da conferência?
A última conferência foi realizada em 2016 com a presença da então presidenta Dilma Rousseff. O evento marcou a inauguração dos debates antes de seu controverso impeachment. Desta vez, a conferência inovou com a participação virtual de Dilma, que hoje é presidenta do Banco dos Brics, na China, e comemorou o retorno do evento, destacando um forte sentimento de resistência e superação.
"Superamos um período de retrocessos, de violência política e de ataque às conquistas democráticas. Lembro que a abertura da 4ª Conferência foi meu último compromisso oficial antes do golpe profundamente injusto contra a nossa democracia. Mas a história mostrou que resistir vale a pena".
Qual foi o papel do presidente Lula na conferência?
Na ocasião, o presidente Lula sancionou uma nova lei para prorrogação da licença-maternidade nos casos de internação longa do bebê. Ele reforçou o compromisso do governo em priorizar as mulheres nos programas sociais. Dados revelam: 84% dos beneficiários do Bolsa Família e 63% dos atendidos pela Farmácia Popular são mulheres, dentre outras estatísticas impressionantes.
Como foi o tom do evento?
Com um tom ora sério, ora descontraído, Lula ainda fez questão de exaltar o papel das mulheres em ambientes diversos e aproveitou para brincar com a primeira-dama, Janja, comentando: "E quando eu for conversar com Trump, eu vou levar ela. Eu quero que ele veja." A primeira-dama apenas riu e sinalizou negativamente com a mão, em um momento leve do evento.
Essa conferência não é apenas um evento, mas um movimento contínuo por igualdade de gênero e pelo fortalecimento dos direitos das mulheres no Brasil. A história continua a se desenrolar, e você pode ter certeza de que a resistência trará frutos para todos.
Com informações da Agência Brasil