Temperaturas extremas na região amazônica estão colocando em risco áreas preservadas e terras indígenas, de acordo com um estudo inédito da Rede Amazônia Sustentável. A pesquisa, que será publicada na COP30, foi conduzida pela Universidade de Lancaster, revelando uma região de alto risco no centro-norte da Amazônia, abrangendo 700 mil km². Essa área já enfrenta um déficit hídrico acima da média, crescendo mais rápido comparado a outras partes da floresta.
A dimensão dessa preocupação é imensa: o território afetado corresponde a um décimo da bacia amazônica, onde o aumento das temperaturas extremas ultrapassa 0.7 graus por década, uma taxa significativamente maior que a média de 0.2 graus a cada 10 anos. Interessantemente, essa elevação não segue o padrão de distribuição das terras agrícolas, que já sofrem com o desmatamento. É a mudança climática global que surge como o principal fator dessas alterações rápidas.
Como essas condições impactam áreas preservadas?
De acordo com os pesquisadores, as novas condições climáticas estão causando a morte de animais em áreas que, até então, eram protegidas. A pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental e uma das autoras do estudo, chama atenção para o impacto nas formas de vida locais. "Essas mudanças afetam os meios de vida de várias maneiras", explica Joice, ressaltando a redução na produção de produtos econômicos como o açaí. A pesquisa contou com a colaboração do INPE e de uma equipe internacional de 29 instituições.
Com informações da Agência Brasil