O cenário desafiador no sul do Amazonas vem se agravando com a estiagem, especialmente em Manicoré. Lá, o rio Madeira já está abaixando assustadoramente, afetando diretamente o transporte fluvial, crucial para o deslocamento de pessoas e mercadorias. A situação é tão grave que a Marinha do Brasil identificou uma queda de nível de 2,16 metros em relação ao ano passado, quando chegou a apenas 36 centímetros, paralisando a navegação completamente. Ainda que o nível atual seja um pouco melhor, a ameaça permanece significativa, exigindo atenção redobrada.
Como parte das medidas de precaução, a Capitania Fluvial emitiu uma portaria com recomendações técnicas para promover a segurança das embarcações. Essas ações são fundamentais para proteger a vida, os barcos e o meio ambiente durante este período crítico de vazante.
Como a população do Amazonas está lidando com a seca?
Os que dependem da navegação para seu sustento estão bastante apreensivos com a situação. Em localidades como Envira, a seca já impacta a agricultura, prejudicando a produção de milho, conforme explica Salete Pedrosa, uma agricultora local. Segundo Salete, a falta de chuva impede que o milho germine adequadamente.
Por que o rio Madeira é tão importante para a região Norte?
O Rio Madeira não é apenas uma via de transporte; é um vital corredor de abastecimento que interliga diferentes municípios e apoia a logística das comunidades locais. Com a intensificação da seca, aumenta a incerteza sobre a continuidade da navegação e o escoamento das produções agrícola e pesqueira.
*Com supervisão de Victor Litaiff
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Com informações da Agência Brasil