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BRASIL

Evento em Brasília é palco de debate sobre gravidez na adolescência

Você sabia que, no Brasil, a prevenção da gravidez na adolescência passa por um aspecto pouco explorado: o apoio de líderes religiosos? Esse foi o ponto chave abordado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o evento Futuro Sustentável – Preven

21/10/2025

21/10/2025

Você sabia que, no Brasil, a prevenção da gravidez na adolescência passa por um aspecto pouco explorado: o apoio de líderes religiosos? Esse foi o ponto chave abordado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o evento Futuro Sustentável – Prevenção da Gravidez na Adolescência na América Latina e Caribe realizado em Brasília. Reunindo delegações internacionais e especialistas, o evento foi palco para discutir estratégias eficazes enfrentando esse desafio social.

Padilha destacou a importância de envolver as igrejas nesse processo, não apenas como espaço de acolhimento, mas também como meio de valorizar o papel das mulheres na sociedade. Ele reforçou que para enfrentar a questão da gravidez na adolescência, é necessário promover um diálogo profundo com essas lideranças religiosas presentes nos territórios mais vulneráveis.

Qual é a dimensão do problema de gravidez na adolescência?

Um estudo da ONU revela números alarmantes: a cada 20 segundos, uma adolescente se torna mãe na América Latina e Caribe, totalizando 1,6 milhão de nascimentos anuais. Essa realidade traz um impacto econômico significativo, estimado em mais de US$ 15 bilhões por ano, representando cerca de 1% do PIB da região.

No esforço para buscar soluções de curto prazo, grupos de trabalho recomendam ações como o combate à violência sexual, a prevenção de abortos inseguros, e a ampliação do acesso a métodos contraceptivos e consultas ginecológicas. Além disso, destacam a importância de garantir educação de qualidade para as meninas.

Como a saúde pública pode contribuir para a prevenção?

Cristian Morales, representante da Opas no Brasil, destacou uma abordagem que envolve a comunidade e os próprios adolescentes. Ele sugere que os serviços de saúde, especialmente a atenção primária, devem se tornar mais acolhedores e acessíveis. Isso inclui a capacitação de profissionais e a criação de espaços amigáveis que incentivem o diálogo, a escuta e a educação sexual para fortalecer vínculos e prevenir a violência, contribuindo para a prevenção da gravidez precoce.

Quais são os desafios e avanços na redução da gravidez na adolescência?

Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou uma queda de quase 18% na taxa de fecundidade entre menores de 20 anos. No entanto, essa redução não é homogênea. Populações como adolescentes negras, indígenas, de áreas rurais e com baixa escolaridade enfrentam até quatro vezes mais chances de engravidar. Embora a taxa geral tenha caído, a América Latina e Caribe ainda registra a segunda maior taxa de fecundidade para adolescentes no mundo, ficando atrás apenas da África Subsaariana.



Com informações da Agência Brasil

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