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BRASIL

LGBTQIA+: encontro defende políticas púbicas para combater violência

Em uma terça-feira dinâmica e cheia de propósito, mais de 1.500 vozes se uniram em Brasília, vindas de todos os cantos do Brasil, para um evento que promete ser uma pedra angular na defesa dos direitos humanos no país. A 4ª Conferência Nacional dos Direit

22/10/2025

22/10/2025

Em uma terça-feira dinâmica e cheia de propósito, mais de 1.500 vozes se uniram em Brasília, vindas de todos os cantos do Brasil, para um evento que promete ser uma pedra angular na defesa dos direitos humanos no país. A 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ começou com fervor, focada na combinação de políticas públicas e participação social para virar a maré contra a violência e discriminação.

Um dos grandes anúncios da conferência é a apresentação de uma política nacional dedicada à comunidade LGBTQIA+, que deve surgir como resultado dessas discussões. Esse esforço conjunto reflete o compromisso em ouvir e evoluir, destacando o lema "Construindo a Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+" como um convite para todos participarem deste diálogo crucial.

Por que a maioria dos trans é negra e o que isso significa?

No coração das discussões, destaca-se a voz da ativista baiana Jovanna Cardoso, mais conhecida como Jovanna Baby. Com uma trajetória de 62 anos, ela não apenas chamou atenção para o fato de que 73% das pessoas trans são negras, mas também defendeu um acesso igualitário a programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, que tradicionalmente atendem famílias heterossexuais. A igualdade no benefício não é apenas um direito, mas uma necessidade.

Como combater a situação precária enfrentada pelos trans?

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, deu um passo à frente ao anunciar um grupo de trabalho dedicado a combater as violações contra o público LGBTQIA+. Ele destacou a dura realidade de desemprego e condições precárias enfrentadas pelas pessoas trans, ressaltando a importância de pesquisas contínuas para medir e mudar este panorama desolador: "O que não se mede não se transforma", afirmou.

Qual é o papel das ministras no evento?

Quatro figuras de grande influência no cenário atual, as ministras Marcia Lopes, Sônia Guajajara, Gleisi Hoffmann e Macaé Evaristo, marcaram presença no evento, cada uma trazendo sua perspectiva única. Lopes defendeu o aumento das cotas para a comunidade LGBT, enquanto Guajajara realçou a necessidade essencial de respeitar a diversidade para impulsionar políticas públicas. Hoffmann destacou o evento como um marco de retorno deste importante debate após retrocessos. Por fim, Evaristo recebeu relatórios vitais sobre as violências sofridas pela comunidade, advogando por uma política nacional verdadeiramente inclusiva.

O que os parlamentares esperam para o futuro da comunidade?

Entre os muitos debates, a deputada Erika Hilton falou sobre como, apesar das dificuldades, a união da comunidade se fortalece diante das violações enfrentadas. "Apesar de toda a violência de que somos vítimas, estamos aqui de pé. Há muito ódio contra nós porque há pessoas que têm medo de nossa liberdade", sublinhou.

Duda Salabert, por sua vez, trouxe um toque pessoal e emotivo à discussão, deixando claro seu desejo de que sua filha cresça sem vergonha da identidade da mãe como travesti, destacando a importância de cuidar das próximas gerações para que não carreguem a mesma sensação de vergonha do passado.



Com informações da Agência Brasil

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