Você já parou para pensar no impacto das palavras que usamos no nosso dia a dia? Recentemente, o Comitê de Participação Social, Diversidade e Inclusão (Cipadi) da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) decidiu tomar uma atitude importante sobre o vocabulário usado para se referir a jovens. A recomendação inclui evitar o termo "menor" e substituí-lo por "crianças", "adolescentes" ou variações como "menino(s)", "menina(s)", "garoto(s)". Imagine como essa mudança pode afetar a nossa percepção sobre esses grupos.
Por que isso é relevante? De acordo com a resolução, a expressão “menor de idade” deve ser usada apenas em contextos legais. Isso porque o termo pode carregar uma carga negativa, sendo um resquício do antigo Código de Menores. Ao evitar repetições dessa expressão, amplia-se a visão de crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, reforçada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Qual é a recomendação do Comitê de Participação Social?
A recomendação do Comitê de Participação Social, Diversidade e Inclusão é parte de uma campanha mais ampla, que várias entidades abraçaram. Juliana Doretto, relatora da resolução e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), explica que o objetivo é ajudar a desconstruir estereótipos negativos associados aos jovens.
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Qual é o impacto do uso do termo "menor" na sociedade?
Ao discutir sobre a mídia e a representação de crianças e adolescentes, uma crítica comum é ao uso do termo "menor". A mudança de linguagem é vista como uma forma de abolir a visão punitivista do Código de Menores e substituir por uma visão mais inclusiva e respeitosa, promovida pelo ECA.
Por que retomar o tema do "menor" agora?
Recentemente, com a repercussão do ECA Digital, observou-se um ressurgimento do termo "menor" em vários veículos de comunicação, segundo Karina Gomes Barbosa, da Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação. Isso motivou a criação da resolução, reafirmando a necessidade de repensar a linguagem, principalmente em tempos onde buscamos mais direitos e menos estigmas.
Com informações da Agência Brasil