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BRASIL

Ceará tem 3.226 hectares de caatinga ocupados por usinas solares

Quem poderia imaginar que o Ceará, com seus vastos 3.226 hectares de Caatinga, estaria agora no centro de um debate sobre energia renovável? O estado ocupa a quarta posição nacional com áreas de Caatinga transformadas por usinas solares, ficando atrás ape

26/10/2025

26/10/2025

Quem poderia imaginar que o Ceará, com seus vastos 3.226 hectares de Caatinga, estaria agora no centro de um debate sobre energia renovável? O estado ocupa a quarta posição nacional com áreas de Caatinga transformadas por usinas solares, ficando atrás apenas de Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte. Mas, qual o verdadeiro custo dessa expansão aparentemente sustentável?

Daniel Fernandes, diretor executivo da Associação Caatinga, não hesita ao falar sobre as consequências. Ele nos alerta sobre a perda dos serviços ecossistêmicos essenciais que a floresta em pé proporciona: desde a regulação climática até a manutenção da biodiversidade local. "Precisamos de alternativas para frear o desmatamento enquanto aceleramos a transição energética", diz ele.

Consequências da expansão solar na Caatinga?

Com 62% das usinas solares do Brasil situadas neste bioma, é preocupante saber que esses empreendimentos já ocupam 21.800 hectares. Mas onde entra o benefício para as comunidades locais? Fernandes defende uma transição energética que seja justa e inclusiva. "Incluí-las é fundamental para que promovamos uma mudança que também traga renda e bem-estar para os habitantes do semiárido nordestino", argumenta ele.

O que acontece com a fauna local?

Quando um habitat é perdido, a fauna não tem muita escolha. Muitas espécies acabam morrendo ou são obrigadas a se deslocar para áreas menos favoráveis. A sugestão de Fernandes é clara: implementar políticas públicas e incentivos que priorizem a instalação de empreendimentos em áreas previamente degradadas.

No Ceará, a situação é ainda mais delicada. Incríveis 72,3% das áreas de Caatinga que abrigam usinas solares são, na verdade, formações savânicas, aumentando a urgência de uma abordagem mais consciente e sustentável.

Imagem de painel solar na Caatinga



Com informações da Agência Brasil

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