Em meio a uma das maiores operações de segurança pública que o Rio de Janeiro já viu, conhecida como Operação Contenção, a Polícia Federal decidiu não participar da ação. Segundo informações do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a corporação avaliou que a participação na operação, que focou no combate ao Comando Vermelho, "não era razoável" e preferiu seguir suas normas de atuação específicas. O encontro com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, realizado em Brasília, trouxe esclarecimentos sobre a postura da PF.
A decisão de se abster foi comunicada logo após uma reunião com o presidente, onde Rodrigues reiterou que a Polícia Federal foi consultada, mas sua participação não se concretizou "por falta de atribuição legal". O foco da PF é a investigação e não a execução de ações ostensivas. A operação, que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha, acabou resultando em mais de 130 mortes, sendo considerada a mais letal dos últimos anos.
O que motivou a Operação Contenção?
O planejamento da Operação Contenção teve início há mais de um ano, com uma preparação intensa de 60 dias. Segundo o governo do Rio de Janeiro, o objetivo era enfraquecer a organização Comando Vermelho através da execução de "centenas de mandados de prisão e de busca e apreensão".
Como a Polícia Federal conduziu suas atividades?
Apesar de não atuar diretamente na ação, a Polícia Federal continua seu trabalho de investigação. Com base nas diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente na ADPF 635 - conhecida como a "ADPF das Favelas" - a instituição reforça suas operações de inteligência, focando na descapitalização do crime e na prisão de lideranças.
Para isso, a PF estruturou um grupo de trabalho firme em sua missão de enfrentar o poder econômico das organizações criminosas. A colaboração com o COAF e a Receita Federal é parte da estratégia para trazer mais elementos para suas investigações.
Quais foram as consequências da operação?
Após a operação, que deixou um rastro de 130 vítimas e interferiu no cotidiano do Rio de Janeiro com criminosos bloqueando ruas em retaliação, houve uma crescente especulação sobre a eficácia e a legitimidade da ação. A reação das autoridades e da população indica um cenário complexo de segurança pública, exigindo reflexão e ajustes contínuos nas estratégias de combate ao crime.
No decorrer desses eventos, a PF reforça seu compromisso com seu papel de polícia judiciária, utilizando inteligência e estratégia para combater as atividades criminosas, conforme as disposições da Corte.
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Com informações da Agência Brasil