Em resposta à mais letal operação policial da história do Rio de Janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), junto a mais de 40 instituições, condenou a ação das forças de segurança, alertando para a crise social e humanitária crescente no estado.
O Manifesto por uma Segurança Pública Cidadã para o Rio de Janeiro destaca a insustentabilidade das políticas estaduais de segurança e critica a prática da "necropolítica" — o extermínio como política pública. Assinado por universidades, sindicatos, e coletivos de favelas, o documento faz um chamado urgente para repensar a segurança.
Como o manifesto descreve o impacto das operações policiais?
O manifesto não deixa dúvidas quanto às consequências devastadoras das operações. A segurança pública, segundo os signatários, deve priorizar "etapas planejadas e estruturantes" para garantir justiça social duradoura. Em vez disso, as comunidades estão presas em uma "rotina brutalizante" que apenas intensifica seus desafios.
Quais são as exigências feitas às autoridades?
As instituições fazem claras exigências aos governantes, exigindo:
- Preservação da vida e respeito aos direitos humanos;
- Planejamento que integre esforços do governo federal;
- Formação cidadã das forças de segurança;
- Emprego de inteligência baseada em dados concretos e;
- Transparência e controle social das ações policiais.
O que está em jogo com essas operações?
Interrupção de serviços públicos durante essas operações viola direitos fundamentais, indo de encontro a decisões do Supremo Tribunal Federal, como a ADPF das Favelas, que combate a letalidade policial. "Midatizar a violência" não traz transparência, mas agrava a desigualdade social, afirmam os críticos.
O grande apelo é que, em vez de espetacularizar a violência, políticas justas e construídas com a participação social ofereçam melhores condições de vida para todos.
Entre os 40 signatários estão instituições como o Conselho Deliberativo da Fiocruz, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), centros de saúde e movimentos sociais que lidam diretamente com as consequências desta política no cotidiano das comunidades cariocas.
Com informações da Agência Brasil