Você já ouviu falar sobre o debate acalorado em torno da exploração de petróleo na região da Margem Equatorial do Brasil? Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe novamente o tema à tona durante um evento que apresentava um ônibus movido a biocombustíveis da Mercedes-Benz. Lula ressaltou que, embora o Brasil esteja focado em uma transição energética, não se pode abandonar o uso de combustíveis fósseis da noite para o dia.
"Há uma celeuma no Brasil em relação à exploração de petróleo na Margem Equatorial", disse Lula, do Palácio do Planalto. "Foi dada a licença do Ibama para iniciarem pesquisas. Não dá para abrir mão do combustível fóssil sem uma transição planejada. Precisamos pesquisar a Margem Equatorial com o devido cuidado ambiental, mostrando que o Brasil será um modelo em transição energética no mundo", completou.
Por que o Brasil não pode abrir mão do petróleo agora?
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu que a questão do petróleo vai além da oferta. "Enquanto existir demanda global, o Brasil deve aproveitar essa riqueza para combater problemas como a miséria e a fome", argumentou. Silveira comparou a importância do biocombustível para o Brasil à relevância do petróleo para o Oriente Médio. "É esse equilíbrio que nos permite chegar à COP com a cabeça erguida", concluiu.
O que está acontecendo na Margem Equatorial?
Na última semana, a Petrobras recebeu aprovação do Ibama para perfurar um poço exploratório em águas profundas do Amapá. Este poço está a 500 km da foz do rio Amazonas e a 175 km da costa, em plena Margem Equatorial brasileira. Essa perfuração faz parte dos esforços contínuos para equilibrar a exploração de recursos naturais com a responsabilidade ambiental que o Brasil almeja demonstrar no cenário global.
Com informações da Agência Brasil