Na quinta-feira (30), os olhares se voltaram para o Rio de Janeiro, onde as ministras Anielle Franco e Macaé Evaristo acompanharam os desdobramentos de uma operação policial controversa nos complexos da Penha e do Alemão. Com mais de 100 mortos, a ação ocorrida na terça-feira (28) despertou críticas severas e levou figuras de destaque, incluindo parlamentares, ao encontro na Central Única das Favelas (Cufa), no Complexo da Penha, onde medidas urgentes foram discutidas.
E o que aconteceu depois do choque inicial? A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, não poupou palavras ao descrever a operação como um "fracasso". A partir dessa análise contundente, ela prometeu uma perícia independente para desvendar as circunstâncias trágicas dos assassinatos ocorridos. "É inadmissível", enfatizou, criticando a falta de inteligência em operações contra o crime organizado e defendendo o corte do financiamento dessas atividades ilícitas.
O que poderia ter sido feito diferente?
"Nenhum corpo tombado, nenhum, nenhum, mereça ser tombado como o que a gente tem assistido" foi como a ministra Anielle Franco expressou sua indignação. Com esta declaração poderosa, levantou-se uma discussão sobre como enfrentar o crime de forma mais eficaz e humana, destacando a necessidade de abordagens que realmente protejam a população.
Qual é o próximo passo para a comunidade?
Durante o encontro, ficou clara a urgência de atender às demandas das comunidades impactadas. Representantes do poder público ouviram solicitações por atendimento psicossocial, acesso a serviços públicos e alternativas de trabalho para a juventude. Frente a esse cenário, a ministra Macaé Evaristo anunciou a criação de uma comissão emergencial envolvendo vários ministérios, com o objetivo de articular soluções e mitigar os efeitos do ocorrido.
Com informações da Agência Brasil.
Com informações da Agência Brasil