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BRASIL

Movimentos sociais fazem ato contra violência policial

Hoje, no Maranhão, ocorre um protesto significativo contra a violência policial no Brasil. Organizado por movimentos sociais, esse ato reflete a indignação nacional que ecoa desde a trágica Operação Contenção. Esta operação foi a mais fatal já registrada

31/10/2025

31/10/2025

Hoje, no Maranhão, ocorre um protesto significativo contra a violência policial no Brasil. Organizado por movimentos sociais, esse ato reflete a indignação nacional que ecoa desde a trágica Operação Contenção. Esta operação foi a mais fatal já registrada no Rio de Janeiro, resultando em 121 mortos, incluindo 4 policiais. A partir das 16h, a manifestação começa na Praça Deodoro, em São Luís, com foco nos eventos devastadores recentes.

A convocação vem da Frente Negra Revolucionária, do Movimento Correnteza Maranhão e da União Popular Maranhão. Esses grupos destacam graves indícios de execuções entre as vítimas, algo que consideram um reflexo preocupante da política de "extermínio contra a população periférica", onde dezenas ficaram feridas, e 74 corpos foram recuperados nas ruas e matas locais.

Qual é o pano de fundo do protesto?

Os movimentos sociais estão se unindo para denunciar a operação policial realizada no Rio de Janeiro como desastrosa. Em resposta, eles criticam o governador Cláudio Castro, que em sua análise declarou o sucesso da operação. A Anistia Internacional e outras organizações também condenaram a atuação policial. Além disso, moradores do Complexo do Alemão e da Penha foram às ruas em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado, expressando-se contra o que chamam de "carnificina".

Quem foi o alvo da operação?

A Operação Contenção visava cumprir 100 mandados de prisão, dos quais apenas 20 foram executados. Entretanto, durante a operação, ao menos 15 alvos foram mortos. Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado como chefe do Comando Vermelho, permanece foragido.

Qual foi o resultado das prisões?

No total, 113 prisões foram realizadas. Segundo o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, todas as prisões foram mantidas após audiência de custódia. As detenções incluem as realizadas em flagrante durante a megaoperação.

O que tem sido feito com as vítimas?

Até agora, o Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro conseguiu identificar 100 dos 121 mortos. Os corpos passaram por necropsia, mas os laudos definitivos ainda levarão de 10 a 15 dias úteis para serem divulgados. Enquanto isso, das 117 vítimas civis, 89 já foram liberados para os familiares. Entretanto, há reclamações sobre a demora nas liberações e a falta de informações precisas durante esse processo.



Com informações da Agência Brasil

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