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BRASIL

Polícia do Rio mira esquema que desviava verbas de creches

Imagine a seguinte cena: o sol está nascendo no Rio de Janeiro e, enquanto muitos ainda desfrutam de momentos tranquilos, a Polícia do Rio de Janeiro já está em movimento, executando uma operação que promete revelar um esquema de corrupção impactante. Na

04/11/2025

04/11/2025

Imagine a seguinte cena: o sol está nascendo no Rio de Janeiro e, enquanto muitos ainda desfrutam de momentos tranquilos, a Polícia do Rio de Janeiro já está em movimento, executando uma operação que promete revelar um esquema de corrupção impactante. Na mira das investigações está nada menos que a vereadora Gigi Castilho (Republicanos), acusada de participação em desvios de verbas destinadas a creches na zona oeste da cidade. Nesta terça-feira, um total de 29 mandados de busca e apreensão foram autorizados pela Justiça, pintando um cenário digno de filme policial.

O que leva um político a se envolver em um esquema de corrupção tão audacioso? Segundo as investigações, os envolvidos teriam se aproveitado de uma brecha no sistema: notas fiscais superfaturadas. Estas eram usadas para desviar verbas municipais destinadas a sete creches conveniadas, instituições privadas que prestam serviço ao município onde há carência de creches públicas.

Qual é o próximo passo da investigação?

O enredo se aprofunda ainda mais com a construção de empresas de fachada em nome de laranjas, estabelecimentos fictícios criados para emitir notas por serviços que simplesmente nunca foram prestados. Estas "empresas fantasmas" teriam enganado a Secretaria Municipal de Educação, justificando a saída dos recursos de maneira aparentemente legal e sem levantar suspeitas.

Quanto dinheiro realmente foi movimentado?

Um dos detalhes mais chocantes nessa história é o que os investigadores apontaram sobre a movimentação financeira dos envolvidos. Em apenas seis meses, uma única creche recebeu impressionantes R$ 9 milhões. No entanto, o que despertou a atenção das autoridades foram os volumosos saques em espécie: R$ 1,5 milhão retirados através de 816 operações. Esse tipo de movimentação é algo incomum para instituições desse perfil, levantando indefectíveis bandeiras vermelhas em qualquer análise financeira séria.

O que a polícia espera encontrar agora?

A ação desta terça-feira tem como objetivo colher todas as pistas que possam completar esse quebra-cabeça da fraude. Documentos, computadores, celulares, mídias eletrônicas e materiais contábeis são peças-chave na tentativa de desvendar a trama completa. Além de capturar evidências materiais, a polícia busca identificar todos os atores por trás dos bastidores desse esquema, revelando conexões que podem chegar a esferas mais altas, incluindo funcionários públicos.

Com um cenário tão cinematográfico e intrigante, fica a dúvida: quais serão os próximos desdobramentos desse enredo multifacetado? Numa rodada de ligações ao gabinete da vereadora Gigi Castilho, a Agência Brasil infelizmente não recebeu retorno. Em um esforço similar, também não houve manifestação da Secretaria Municipal de Educação sobre o caso, deixando as perguntas ainda mais no ar.



Com informações da Agência Brasil

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