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BRASIL

Pela primeira vez, uniões consensuais superam casamento formal no país

Pela primeira vez, a parcela de brasileiros vivendo em união consensual supera os matrimônios religiosos e civis. Em 2022, 38,9% das uniões conjugais eram consensuais, ou seja, os casais optaram por não formalizar a relação por meio do casamento. Isso rep

05/11/2025

05/11/2025

Pela primeira vez, a parcela de brasileiros vivendo em união consensual supera os matrimônios religiosos e civis. Em 2022, 38,9% das uniões conjugais eram consensuais, ou seja, os casais optaram por não formalizar a relação por meio do casamento. Isso representa 35,1 milhões de brasileiros em uniões como a de união estável, por exemplo. Mas o que tudo isso revela sobre nossa sociedade atual? Descubra mais sobre essa mudança no comportamento conjugal brasileiro.

Segundo o Censo 2022, essa proporção era de 28,6% no ano 2000 e aumentou para 36,4% em 2010. A pesquisa, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ressalta como as uniões consensuais estão se tornando cada vez mais comuns no Brasil, superando até mesmo os números de casamentos civis e religiosos, que diminuíram de 49,4% em 2000 para 37,9% em 2022. O que isso significa para o futuro dos relacionamentos no Brasil?

Por que as uniões consensuais cresceram tanto?

A pesquisa do IBGE revela que as uniões consensuais predominaram entre pessoas com até 39 anos. Analisando as faixas etárias, percebe-se que no grupo de 20 a 29 anos, 24,8% das uniões foram consensuais, contra apenas 5,8% de casamentos civis e religiosos. Já entre 30 a 39 anos, 28,5% optaram por uniões consensuais frente aos 17,8% que preferiram casamentos civis e religiosos. Parece haver uma tendência clara entre os jovens preferindo relacionamentos sem formalizações tradicionais.

Como a renda e a religião influenciam os casais?

Além da idade, o rendimento per capita também é fator determinante. As uniões consensuais são mais prevalentes entre casais que ganham até um salário mínimo. Observando a religião, 62,5% dos casais sem religião estão em uniões consensuais, enquanto entre católicos essa proporção é de 40,9%, e entre evangélicos é de 28,7%. Essas estatísticas mostram como fatores econômicos e religiosos moldam as escolhas conjugais no Brasil.

De acordo com a pesquisadora do IBGE Luciane Barros Longo, "O crescimento das uniões consensuais mostra uma mudança comportamental no país".

Qual o impacto das decisões jurídicas sobre uniões?

Desde 2017, o Supremo Tribunal Federal equacionou legalmente a união estável ao casamento, proporcionando o mesmo valor jurídico em direitos sucessórios. Contudo, a união estável não altera o estado civil das pessoas, que continuam, por exemplo, solteiras, divorciadas ou viúvas. Isso reflete uma mudança não apenas comportamental, mas também legal, nas estruturas familiares tradicionais.

Quem são os novos casais brasileiros?

Em 2022, o levantamento do IBGE mostrou que 51,3% dos brasileiros com 10 anos ou mais viviam em relações conjugais, um aumento em relação a 2000, quando eram 49,5%. Também foi identificado que a idade média da primeira união é de 25 anos, sendo que mulheres se casam mais jovens que homens, com médias de 23,6 e 26,3 anos, respectivamente. Essa análise sugere que os brasileiros estão se unindo em relações a fases marcantes de suas vidas, balanceando tradição e modernidade.

Com quem compartilhamos nossas vidas?

A seletividade marital das pesquisas do Censo aponta que uma grande maioria de mulheres brancas (69,2%) se casam com parceiros também brancos. Enquanto isso, 48% das mulheres pretas estão em relações com homens pardos e 69,2% das pardas se unem a homens também pardos. Entre os homens, 71,5% dos brancos, 39,3% dos pretos, e 70,2% dos pardos se relacionam com parceiras de mesma cor ou raça. A análise ressalta as complexas dinâmicas sociais e étnicas por trás das uniões conjugais no Brasil.



Com informações da Agência Brasil

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