Imagine participar de um evento que reúne especialistas para discutir o futuro do nosso planeta a partir de um dos biomas mais ameaçados do Brasil. Esse é o cenário do Summit Agenda SP + Verde, que teve seu segundo dia marcado por debates cruciais sobre a gestão climática de recursos hídricos e a recuperação de nossos rios urbanos. Realizado no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, este evento pré-COP coloca em evidência a necessidade urgente de um desenvolvimento sustentável e de uma economia cada vez mais verde.
No centro das discussões, destaca-se a necessária preservação da Mata Atlântica. A Fundação SOS Mata Atlântica aproveitou a ocasião para anunciar uma nova parceria com dez empresas do setor privado. Essa iniciativa visa a conservação do bioma em uma área que atinge 5,5 milhões de hectares entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O objetivo é ambicioso: restaurar a Mata Atlântica em 170 municípios, impactando diretamente 12 milhões de pessoas.
Por que proteger a Mata Atlântica importa tanto?
Essa questão foi central nas conversas do evento. Segundo Luis Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da S.O.S Mata Atlântica, as regiões cobertas por esse bioma são historicamente degradadas, mas têm um papel vital para a vida de quem depende dos serviços ecossistêmicos que ela oferece.
“São regiões com uma longa história de degradação (...) então, essa aliança é pra pensar e implementar um projeto de longo prazo, que garanta água, comida, energia elétrica, produção agropecuária, uma capacidade de resistir às mudanças climáticas”.
Como o reflorestamento colaborativo pode ser o futuro?
Outro destaque do evento foi o painel sobre o reflorestamento colaborativo da Mata Atlântica, liderado pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas e seu projeto “Corredores de Vida”. Atuante há 25 anos, essa iniciativa já plantou mais de 15 milhões de árvores no Pontal do Paranapanema, mostrando o que é possível quando empresas, governos e a sociedade civil trabalham juntos.
Qual a importância do Prêmio SP Carbono Zero?
A relevância do evento foi além com o Prêmio SP Carbono Zero. Entre os vencedores, o projeto “Corredores de Vida” se destacou nas áreas de descarbonização, restauração ecológica e transição climática. A premiação ainda reconheceu soluções de eficiência energética para unidades públicas de saúde, um projeto de economia circular e um oportuno barco-escola 100% elétrico, que já beneficia mais de 30 mil estudantes por ano.
Com informações da Agência Brasil