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BRASIL

PF manifesta "preocupação" com mudanças do relator em PL Antifacção

Quando se pensa no combate ao crime organizado no Brasil, a Polícia Federal surge como um pilar essencial. Recentemente, ela expressou sua preocupação em relação ao projeto de lei (PL) Antifacção, atualmente em tramitação no Congresso Nacional. As modific

10/11/2025

10/11/2025

Quando se pensa no combate ao crime organizado no Brasil, a Polícia Federal surge como um pilar essencial. Recentemente, ela expressou sua preocupação em relação ao projeto de lei (PL) Antifacção, atualmente em tramitação no Congresso Nacional. As modificações propostas pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) têm gerado alarme entre as autoridades, que identificam nelas uma ameaça significativa ao combate eficaz contra o crime organizado.

Derrite, que é o relator da proposta na Câmara, sugeriu alterações que, de acordo com a Polícia Federal, podem enfraquecer o enfrentamento às organizações criminosas. Mas por que essas mudanças geram tanto receio? Quais riscos realmente envolvem?

Qual é o impacto das alterações no projeto de lei Antifacção?

Na nota pública divulgada, a Polícia Federal alertou sobre um "risco real de enfraquecimento" nas operações contra o crime organizado devido às mudanças propostas. O projeto original, enviado pelo governo federal, visa endurecer o combate ao crime e fortalecer as instituições. Contudo, as alterações sugeridas no âmbito parlamentar podem comprometer estes objetivos ao introduzir modificações significativas.

Como as mudanças propostas podem afetar as operações policiais?

Entre as preocupações está a exigência de que as investigações conjuntas entre Polícia Federal e forças estaduais dependam de um pedido formal dos governadores. A PF acredita que isso pode restringir suas operações. Em agosto, por exemplo, uma grande operação foi realizada em São Paulo contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a PF, "operações como essa estariam sob ameaça de não ocorrerem ou de terem seus efeitos severamente limitados".

Quais são as críticas específicas da Polícia Federal?

No parecer da PF, além da obrigatoriedade de um pedido formal para operações conjuntas, há críticas à "supressão de competências" da polícia. Isso significaria, na prática, um verdadeiro retrocesso no enfrentamento a crimes como corrupção e tráfico de drogas. A Polícia Federal faz um alerta claro: sem autonomia e agilidade, as investigações podem ter seus resultados comprometidos.

O que vem a seguir para o projeto de lei?

A proposta está na pauta de votação da Câmara dos Deputados. O desfecho dessa discussão é aguardado com expectativa por diversas lideranças no combate ao crime. Fica a dúvida: qual será o impacto real das mudanças no futuro do enfrentamento às facções criminosas?



Com informações da Agência Brasil

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