Uma nova investigação surge em solo gaúcho, conduzida pela Polícia Federal com apoio da Controladoria Geral da União. A Operação Lamaçal, deflagrada nesta terça-feira (11), busca esclarecer crimes contra a administração pública e a lavagem de dinheiro desviado do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Este fundo foi repassado à gestão de Lajeado, no Rio Grande do Sul, em resposta às enchentes que atingiram a região em maio de 2024. Quais serão as consequências dessa operação para o estado e para os suspeitos envolvidos?
Com base em mandados do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a PF realizou 35 mandados de busca e apreensão, além de confiscar 10 veículos e bloquear ativos que somam quase R$ 4,5 milhões. A ação abrangeu municípios importantes, como Lajeado, Porto Alegre, e outros na região sul do estado. Mas, o que a Operação Lamaçal realmente desvenda e qual seu impacto direto na vida dos cidadãos e na administração pública local?
Qual foi o alvo da operação?
Nesta operação, as buscas focaram em municípios gaúchos, como Lajeado, Muçum e Porto Alegre, entre outros. De acordo com a nota divulgada pela PF, irregularidades foram apontadas em um processo licitatório realizado pela prefeitura de Lajeado. A situação era preocupante: serviços terceirizados de psicologia, assistência social, educação social, administração e motorista foram contratados sem licitação, sob a justificativa de estado de calamidade pública. Essa forte alegação levanta muitas suspeitas sobre a integridade dos contratos firmados.
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Essas irregularidades eram justificadas?
A Polícia Federal questiona a dispensa da licitação, que alegaram ser necessária devido ao estado de calamidade pública no município em 2024. As investigações indicam que a contratação direta da empresa investigada pode ter sido favorecida, contrariando a proposta mais vantajosa para a administração. Além disso, os valores dos contratos, que somam cerca de R$ 120 milhões, não refletem os preços de mercado. Afinal, que interesses estavam por trás dessa aparente urgência na contratação?
Quem são os investigados e quais as consequências possíveis?
Os alvos da investigação podem responder por desvio de verbas públicas, fraudes em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de capitais. Enquanto as ações legais seguem seu curso, a pressão aumenta sobre aqueles que ocupam posições administrativas, passadas ou presentes.
Como se manifesta o governo do estado?
O governo do Rio Grande do Sul divulgou que a investigação não envolve Marcelo Caumo, secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do estado quando da operação, mas reitera sua cooperação plena com as investigações. O período sob investigação refere-se aos contratos firmados antes de sua entrada no Executivo estadual. O governo segue acompanhando o caso, garantindo o direito de defesa dos suspeitos.
Essa operação gera uma expectativa em relação à eficácia das medidas de controle e à ética administrativa. A sociedade aguarda por justiça transparente e imparcial.
Com informações da Agência Brasil