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BRASIL

Boulos: está na hora dos líderes mundiais ouvirem as demandas do povo

Na COP30, realizada em Belém, no Pará, o cenário é marcado por uma participação inédita: a sociedade civil comparece em peso ao evento. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, destacou que está na hora de os líderes mundiais darem

11/11/2025

11/11/2025

Na COP30, realizada em Belém, no Pará, o cenário é marcado por uma participação inédita: a sociedade civil comparece em peso ao evento. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, destacou que está na hora de os líderes mundiais darem ouvidos ao povo na busca pela preservação do planeta. Este gesto é visto como crucial para traduzir as decisões da COP em ações duradouras.

"Isso vai fazer, eu acredito muito, não só com que as decisões dessa COP possam ouvir. Ouvir não só os líderes globais, mas ouvir também o povo, mas também o com que depois elas tenham mais continuidade e efetividade. Porque a COP acaba, o povo fica, os movimentos ficam, as mobilizações ficam e é esse mesmo povo organizado que vai depois ajudar a pressionar para que as metas e os objetivos aprovados nessa COP sejam tirados do papel e colocados na prática".

Por que a sociedade civil faz diferença na COP30?

Conforme mencionado por Boulos, mais de 10 mil representantes da sociedade civil de todo o mundo estão presentes na zona azul, o coração das negociações oficiais. Além disso, a zona verde, aberta ao público, sedia centenas de atividades diárias, complementadas pela impactante Cúpula dos Povos, que teve início nesta quarta-feira (12).

O que os países ricos devem fazer na luta contra as mudanças climáticas?

Em um tom incisivo, Guilherme Boulos chama a atenção dos países ricos, principais responsáveis pela emissão de carbono, para que assumam suas responsabilidades. "Presidente Lula, no seu discurso de abertura da COP, já deu um recado. Essa tem que ser uma COP da verdade, da efetividade e os grandes líderes globais, os países mais ricos do mundo, que foram os maiores responsáveis pela emissão de carbono para a gente estar nessa situação, têm que levantar a bunda da cadeira e ajudar na solução do problema".

Quais as implicações do projeto de lei antifacções?

No campo da política nacional, Boulos fez críticas ao clima no Congresso Nacional. Ele questionou as intenções do deputado Guilherme Derrite sobre o projeto de lei antifacções, sugerindo que tal proposta pode enfraquecer a autonomia da Polícia Federal nas investigações. "Depois da gente ter botado milhares de pessoas na rua no Brasil inteiro contra a PEC da blindagem, da bandidagem, ele tá fazendo a PEC da blindagem 2.0", desabafou Boulos, levantando dúvidas sobre as motivações por trás dessa medida.

Após as críticas, o projeto de lei de Derrite deve ser votado no Plenário da Câmara ainda nesta quarta-feira.

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Com informações da Agência Brasil

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