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BRASIL

CNU 2025: mulheres são 57,12% dos classificados para segunda fase

Você já se perguntou como o equilíbrio de gênero pode impactar em concursos públicos? Vamos falar sobre a recente onda de mudanças que garantiu que 57,12% das pessoas aprovadas para o Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2) sejam mulheres. Isso signif

12/11/2025

12/11/2025

Você já se perguntou como o equilíbrio de gênero pode impactar em concursos públicos? Vamos falar sobre a recente onda de mudanças que garantiu que 57,12% das pessoas aprovadas para o Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2) sejam mulheres. Isso significa que 24.275 mulheres irão participar da prova discursiva, programada para o dia 7 de dezembro. Esse resultado é fruto de uma iniciativa inovadora do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em colaboração com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado nessa quarta-feira, 12 de novembro.

A meta é clara: mitigar as desigualdades estruturais que muitas mulheres enfrentam, especialmente aquelas que lidam com múltiplas responsabilidades diárias. Quer saber como essas medidas funcionam na prática e quais são os impactos? Continue a leitura para descobrir os detalhes dessa política afirmativa, suas implicações e avanços.

O que motivou essas mudanças no concurso?

A decisão de implementar ações afirmativas foi motivada pela disparidade observada na primeira edição do concurso unificado, CNU 1, em 2024. Naquela ocasião, apesar de as mulheres representarem a maioria das inscrições (56%) e terem uma presença relevante na prova (54%), apenas 37% conseguiram aprovação final. Foi o que explicou a ministra da gestão, Esther Dweck, ao ressaltar que a medida visa corrigir desequilíbrios históricos.

“É uma forma de mitigar desigualdades estruturais que dificultam o acesso das mulheres, especialmente aquelas com dupla ou tripla jornada”, declarou a ministra.

Como funciona a política afirmativa?

A edição de 2025 do Enem dos Concursos se destaca ao garantir a equiparação entre mulheres e homens na segunda fase de cada cargo e modalidade. Se o número de mulheres aprovadas na prova objetiva for inferior a 50%, o concurso convoca candidatas adicionais para alcançar essa paridade, desde que atinjam o mínimo necessário de acertos.

Sem essa iniciativa, os dados apontavam que os homens formariam 50,6% dos classificados, enquanto as mulheres seriam 49,4%. Agora, a participação feminina é mais robusta e justa.

Quem é afetado pela equiparação numérica?

A equiparação foi aplicada somente onde a proporção de mulheres era menor que 50%. Importante ressaltar que todos os homens que obtiveram a pontuação mínima continuaram na competição, mantendo suas vagas garantidas para a fase 2.

Como a equidade afetou diferentes blocos temáticos?

Os blocos temáticos apresentaram diferentes cenários:

  • Nos blocos 1, 2 e 5, as mulheres lideraram as classificações, exceto em alguns cargos específicos, que requereram intervenção para equiparação.
  • Nos blocos 3 e 4, mesmo com as medidas, as mulheres não alcançaram 50%, devido à ausência de candidatas com acertos suficientes.
  • Bloco 8 foi uma exceção tranquila, onde as mulheres lideraram naturalmente nas inscrições e classificações.
  • Um exemplo notável foi o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa no bloco 7, onde a equiparação trouxe 731 mulheres a mais, igualando número de homens na disputa.

Confira a tabela com o quantitativo de homens e mulheres entre 42.499 candidatos aprovados.

CNU 2025: mulheres são 57,12% dos classificados para segunda fase
Medida de equidade de gênero garante 57,12% de mulheres classificadas para a segunda fase do CNU - (Fonte: MGI)

Próximos passos para os candidatos

Aguardando os resultados das provas objetivas? Boas notícias: o MGI planeja convocar os classificados para a prova discursiva ainda esta semana. Os detalhes serão publicados no Diário Oficial da União.

Além disso, esperam-se edições para as próxias etapas:

  • Avaliação de títulos
  • Verificação de autodeclarações para vagas reservadas (negras, indígenas e quilombolas)
  • Procedimento de caracterização de deficiência.



Com informações da Agência Brasil

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