Você já parou para refletir sobre o papel crucial que os povos indígenas e quilombolas têm na proteção do meio ambiente? Durante a COP30, realizada em Belém, estas comunidades trouxeram à tona questões essenciais sobre ações climáticas. Davi Kopenawa, um reconhecido xamã Yanomami, e Kátia Penha, representante da Conaq, destacaram-se no debate sobre as soluções territorialistas para conter a crise climática.
O encontro, na zona azul da conferência, levantou um dos questionamentos mais pertinentes: onde estão os líderes das nações mais poluentes, como os Estados Unidos, quando o assunto é enfrentar as consequências das suas ações? Kopenawa não poupou críticas. “Quem inventou isso? Mudança climática? Os americanos...”, questionou, evidenciando a responsabilidade que países desenvolvidos têm nesta questão urgente.
Por que a presença internacional é tão crucial na COP30?
A ausência de grandes potências, como os EUA, é sentida nos debates. Kopenawa acredita que a falta de ações significativas para preservar o meio ambiente acarreta previsões sombrias para o futuro. "Daqui para a frente vai ter muita coisa ruim", afirmou ele, alertando para um cenário devastador onde floresta e vidas são ameaçadas.
Qual a relevância dos territórios quilombolas na solução climática?
Kátia Penha defende a titulação das terras quilombolas como passo fundamental nas soluções climáticas. "Nós queremos discutir soluções climáticas e não há soluções sem pensar em território quilombola titulado no Brasil", frisou. Para ela, as medidas de combate à mudança climática devem incluir as vozes das comunidades diretamente afetadas.
Como as comunidades tradicionais podem contribuir para a política climática global?
Essas comunidades desempenham o papel de guardiãs da terra, preservando cerca de 205 milhões de hectares na América Latina. "Isso aí não dá para ser invisível", reforçou Penha. A inclusão dessas vozes nas políticas climáticas globais é essencial, pois suas práticas ancestrais já demonstraram eficácia na conservação ambiental.
A COP30, que segue até 21 de novembro, tem a missão de buscar consensos que evitem um aumento irreversível da temperatura global. A pergunta que fica é: será que os líderes mundiais ouvirão os clamores dos verdadeiros guardiões da Terra?
Com informações da Agência Brasil