Você sabia que o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, está trazendo uma exposição inédita sobre a história da escravidão e suas repercussões na atualidade? Com início nesta quinta-feira (13), a mostra aborda temáticas atuais como o racismo e a violência contra pessoas negras, proporcionando uma rica experiência cultural e educativa.
Intitulada "Para além da escravidão: construindo a liberdade negra no mundo", a exposição é uma colaboração internacional inédita reunindo museus de seis países e marcando a reabertura parcial desta importante instituição carioca. Com sua estreia anterior no Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, nos Estados Unidos, a mostra agora encanta o público brasileiro.
O que você vai encontrar na exposição?
Navegar por esta exposição é como fazer uma viagem informativa e impactante pela história. Você poderá apreciar cerca de 100 objetos, 250 imagens e 10 filmes que dão vida a esse tema tão relevante. Entre os itens, uma balança que possivelmente foi usada para pesar escravos, além de instrumentos musicais e fotografias de manifestações sociais contra as consequências da escravidão.
Após sua passagem pelo Rio de Janeiro, o acervo viajará para outros continentes, incluindo África do Sul, Senegal e Inglaterra, continuando a contar essa importante história.
Por que essa exposição é importante hoje?
A coordenadora Keila Grinberg destaca que esta é uma "exposição sobre escravidão global". Ela enfatiza como a escravidão e o colonialismo continuam a conectar a história de países da Europa, África e Américas, apontando a necessidade de refletir sobre o que ainda podemos fazer a respeito dessas questões hoje.
"Então, a exposição mostra isso e conclama as pessoas a pensar em que a gente pode fazer a respeito", disse Keila Grinberg.
Qual tem sido o impacto nas visitas?
Nos Estados Unidos, a mostra já foi um sucesso estrondoso de público, e a expectativa de Keila Grinberg é que no Brasil também atraia muitos visitantes. Além disso, o museu convida especialmente estudantes para visitas guiadas, oferecendo uma oportunidade educativa única.
"Essa exposição já veio de Washington com público recorde para exposições itinerantes", partilhou Keila Grinberg.
Como os museus contribuem para a sociedade?
A presidenta do Instituto Brasileiro de Museus, Fernanda Castro, reforça o papel dos museus na construção de uma sociedade mais consciente e igualitária:
"É importante para que as pessoas tenham acesso à discussão da construção da nossa história numa perspectiva nacional e internacional", afirmou Fernanda Castro.
Cícero de Almeida, diretor do Museu Histórico Nacional, acrescenta que a previsão é concluir as obras de reabertura total do museu até o final do próximo ano. Durante esse período, a instituição já está estabelecendo colaborações com outros museus internacionais para futuras exposições.
Para mais detalhes, visite o site oficial: mhn.museus.gov.br.
Como programar sua visita?
Se interessou pela exposição e deseja visitá-la? Saiba que ela é gratuita e estará em cartaz até o dia 1º de março do ano que vem. Aproveite e mergulhe nesta experiência de aprendizado e reflexão sobre a nossa história.
Além da exposição principal, você poderá participar de atividades paralelas, como um seminário internacional que será realizado no Arquivo Nacional. Não perca essa oportunidade de aprofundar seus conhecimentos e participar de uma discussão tão significativa.
Com informações da Agência Brasil