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BRASIL

Conferência do Clima é fase final das tratativas entre países; entenda

A cada ano, dezenas de países reunem-se em torno de uma mesa de negociações na COP30, este ano acontecendo em Belém, no Pará, para discutir e traçar novos rumos para as políticas climáticas globais. Mas o que realmente acontece por trás dessas negociações

13/11/2025

13/11/2025

A cada ano, dezenas de países reunem-se em torno de uma mesa de negociações na COP30, este ano acontecendo em Belém, no Pará, para discutir e traçar novos rumos para as políticas climáticas globais. Mas o que realmente acontece por trás dessas negociações? Entender o que rola durante os poucos dias da Conferência do Clima da ONU é essencial, já que esse evento marca o fim de uma longa jornada de conversas e decisões que podem moldar o futuro do planeta. Lucas Turmena, um estudioso do Instituto para o Meio Ambiente e Segurança Humana da Universidade das Nações Unidas, revela que as decisões finais que acontecem ali são o ponto culminante de discussões que se arrastam por todo um ano.

Nessas reuniões, mais de 190 nações estão debruçadas sobre documentos que precisam do consenso de todos para serem aprovados. Isso quer dizer que cada palavra e cada frase são cuidadosamente pesadas e discutidas em encontros fechados, longe dos holofotes. Especialistas, diplomatas, e observadores têm papéis importantes, influenciando as decisões de maneira direta e indireta.

Como funciona o processo de negociações na COP30?

Com a responsabilidade de enviar os temas para a discussão, o país anfitrião tem o desafio de organizar todo este complexo fluxo de atividades. A pauta da reunião é construída a partir de tópicos como metas de redução das emissões, financiamento de soluções climáticas, e estratégias de adaptação. Conforme destacado por Lucas Turmena, diversas conversas paralelas estão ocorrendo em espaços como o enorme corredor onde nos deparamos com várias consultas informais, abordando desde a regulamentação de pontos específicos do Acordo de Paris até definições de métodos para sua implementação.

O que acontece com as propostas discutidas?

Os grupos de trabalho estruturam suas propostas e as enviam à presidência da Conferência, onde então são submetidas ao plenário. Aqui, a aprovação é uma possibilidade, mas, caso as propostas não sejam aceitas, os assuntos podem ser adiados para discussões futuras na próxima conferência COP, algo que, segundo Turmena, vem acontecendo com o Fundo de Perdas e Danos. Apesar de aprovado há dois anos, a sua operacionalização ainda está em debate.

Quais temas esquentam o debate em Belém?

Entre as principais pautas da COP30 estão o modo como será feita a transição energética, a proteção de biomas, e a distribuição de recursos no âmbito do financiamento climático internacional. Esses temas, já aventados no Acordo de Paris, precisam de definições claras para serem transformados em ações práticas. A COP30 não é apenas um ajuntamento de líderes, mas um palco onde as promessas ganham vida.

Com exemplos como a aprovação de doações anuais para países menos desenvolvidos na última edição da COP, os negociadores em Belém têm em suas mãos a missão de viabilizar números significativos, como o de 1,3 trilhão de dólares anuais em doações de investidores variados. Isso revela a magnitude e a seriedade das deliberações em curso.



Com informações da Agência Brasil

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