Descoberta surpreendente: ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, envolvido em esquema de propina. Quantias exorbitantes de R$ 250 mil mensais estariam sendo repassadas ao ex-gestor, conforme apontam investigações da Polícia Federal.
Uma investigação meticulosa culminou na deflagração de uma nova etapa da Operação Sem Desconto, que veio à tona nesta quinta-feira (13). A trama, intrincada e recheada de personagens influentes, revolve em torno de concessões indevidas ligadas a aposentados e pensionistas. Será que esse é só o início de uma revelação ainda mais profunda?
Como Stefanutto foi parar no centro do escândalo?
Conforme estabelecido pela Polícia Federal, o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, teve um papel fundamental na facilitação do esquema. Sob a luz das investigações, veio à tona sua ligação com a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), onde movimentava propinas por meio de empresas de fachada como pizzarias, imobiliárias e escritórios de advocacia.
Usando o codinome "Italiano", Stefanutto teria se beneficiado do esquema com pagamentos recorrentes no período de junho de 2023 a setembro de 2024. Segundo a PF, os pagamentos eram fruto direto das fraudes massivas na Conafer.
O desenrolar dos eventos mostra como Stefanutto não só varreu para debaixo do tapete práticas questionáveis, mas também como sua influência no INSS pavimentou o caminho para que os valores das propinas crescessem após assumir a presidência do órgão.
Quais são as alegações da defesa?
A defesa de Alessandro Stefanutto alega que não houve acesso prévio à decisão que culminou em sua prisão, classificando-a como "completamente ilegal". Asseguram que Stefanutto tem colaborado desde o início da investigação, ressaltando que ele não representa qualquer risco para o andamento dos procedimentos investigativos.
Para completar a situação delicada em que se encontra, a Conafer manifestou sua intenção de colaborar com as autoridades, defendendo a presunção de inocência dos envolvidos e aguardando decisões judiciais definitivas antes de qualquer condenação.
"Nós reafirmamos, com veemência, o princípio basilar do Estado de Direito: a presunção de inocência. Todos os citados nela têm o direito processual e moral de ter sua defesa assegurada e sua honra preservada enquanto não houver decisão judicial condenatória definitiva," defendeu a entidade.
Equilibrando-se sobre uma linha tênue entre acusação e defesa, a história ainda promete desdobramentos marcantes, deixando o público à espera dos próximos capítulos dessa intrigante trama de corrupção e poder.
Com informações da Agência Brasil