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BRASIL

Instituto Histórico e Geográfico do DF sofre invasão e vandalismo

Na madrugada desta sexta-feira (14), o Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF) foi alvo de um ato de vandalismo e furto que certamente abalou os defensores da história da capital. Criminosos invadiram a instituição e causaram estragos

14/11/2025

14/11/2025

Na madrugada desta sexta-feira (14), o Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF) foi alvo de um ato de vandalismo e furto que certamente abalou os defensores da história da capital. Criminosos invadiram a instituição e causaram estragos significativos, arrancando portas e vitrines. A ação resultou no roubo de uma importante coleção de moedas, comendas e objetos históricos que contavam a história da inauguração de Brasília e de seus pioneiros. Entre esses itens, destacam-se objetos ligados diretamente ao presidente Juscelino Kubitschek.

Inclusive, um dos artefatos furtados que mais chama atenção foi o aparelho teodolito do engenheiro Joffre Mozart Parada, responsável por calcular as coordenadas da capital durante sua construção. Essa perda vai além de objetos, é um golpe na memória da cidade.

Por que essa invasão é tão significativa para a memória de Brasília?

José Teodoro Mendes, presidente do IHGDF, lamentou profundamente o ocorrido, destacando que a ação criminosa representa uma perda irreparável para a memória de Brasília. Em suas próprias palavras, “Foram levadas peças importantes, moedas raras e comendas recebidas por pioneiros. É uma pena, porque isso é memória de Brasília”. O sentimento de desolação é evidente, dado que o instituto, além de uma entidade histórica, é uma ponte para o passado, assegurando que as histórias e legados do passado sejam preservados para a posteridade.

Como a falta de segurança afeta instituições culturais como o IHGDF?

Segundo Mendes, a carência de segurança tem se mostrado uma árdua barreira. O Instituto, criado há 62 anos por iniciativa de JK, é uma instituição privada que depende de doações para seu funcionamento. Essa vulnerabilidade financeira, aliada à insegurança atual, coloca em risco não apenas o acervo, mas também as atividades culturais que visam aproximar as novas gerações da história de Brasília.

Com cerca de 6.000 estudantes do ensino fundamental e médio participando anualmente de suas atividades, o IHGDF também oferece cursos para professores, desempenhando um papel vital na difusão cultural e educação da cidade. A perda dos itens históricos compromete diretamente esse trabalho educacional.

Quais são as próximas ações para reforçar a segurança?

Um boletim de ocorrência foi registrado, e agora a atenção volta-se para as medidas de segurança. A Agência Brasil entrou em contato com a Polícia Militar com o intuito de saber se haverá reforço no policiamento da região, mas até o momento não houve retorno. A expectativa é que aumentem as iniciativas para garantir a segurança dos patrimônios históricos.

Esses eventos reforçam a necessidade de uma reflexão sobre a importância de investir na proteção dos locais que guardam a memória e a cultura de nosso país. É fundamental que medidas sejam tomadas para prevenir novas tragédias e assegurar que a história de Brasília continue contada por quem fará o futuro.



Com informações da Agência Brasil

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