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BRASIL

Músico carioca Jards Macalé morre aos 82 anos

Na segunda-feira, dia 17, o Brasil perdeu um de seus ícones culturais: o músico carioca Jards Macalé, aos 82 anos, nos deixou após complicações de saúde em um hospital do Rio de Janeiro. O anúncio impactante foi feito através das redes sociais do artista,

17/11/2025

17/11/2025

Na segunda-feira, dia 17, o Brasil perdeu um de seus ícones culturais: o músico carioca Jards Macalé, aos 82 anos, nos deixou após complicações de saúde em um hospital do Rio de Janeiro. O anúncio impactante foi feito através das redes sociais do artista, deixando uma lacuna na música brasileira. Jards era um músico multifacetado e uma verdadeira lenda viva até então, com shows previstos até o fim deste ano. O quanto sua música impactou o cenário cultural brasileiro?

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Jards Macalé, conhecido carinhosamente como “o professor”, construiu uma carreira brilhante ao longo de mais de seis décadas. O compositor, arranjador, cantor e violonista sempre desafiou as normas da indústria musical. Recusou-se a sucumbir ao comercialismo das gravadoras, abraçando uma abordagem vanguardista que o destacou na música popular brasileira. Suas composições chegaram a ícones como Nara Leão, Gal Costa e Elizeth Cardoso, além de seu papel influente como diretor musical do icônico álbum “Transa” de Caetano Veloso.

Quem foi Jards Macalé na música brasileira?

A trajetória de Jards Macalé é um testemunho de resistência e inovação. Dentre seus feitos notáveis está o enfrentamento à ditadura militar com o espetáculo "O Banquete dos Mendigos" em 1973, quando a arte se uniu à luta pelos direitos humanos. E ele não parou por aí. Em uma fase mais recente, em 2022, lançou "Síntese do Lance" com João Donato, seguido pelo álbum "Coração Bifurcado", quando já tinha 80 anos. Seu último registro foi o single "Um abraço do João" com Joyce Moreno, dedicado a João Gilberto. Qual o legado que ele deixa para as próximas gerações?

Por que arte é experimentar?

O próprio Macalé nos deu a resposta em uma entrevista à TV Brasil, em 2023. Com um característico humor refinado, ele expressou seu lema, "a arte é feita para experimentar". Sua abordagem singular desafiou os limites, incentivando uma produção artística destemida e rica em criatividade, reforçando a sua marca de estilo e inovação.

"Experimental mesmo. E arte é feita para experimentar, é para arriscar qualquer coisa que você tenha vontade de fazer e que não seja o óbvio."

Qual foi a reação à morte de Macalé?

Nas redes sociais, o presidente Lula prestou uma emocionante homenagem ao músico, lembrando momentos de luta compartilhados pela redemocratização e exaltando o dom artístico de Macalé. O Ministério da Cultura também se manifestou expressando profundo pesar, reiterando que a sua contribuição para a música brasileira é um patrimônio cultural imaterial, vivo e contínuo.



Com informações da Agência Brasil

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