O que realmente aconteceu quando a polícia foi chamada a uma escola em São Paulo devido a um desenho de orixá? Você já deve ter visto muitos casos envolvendo conflitos dentro de escolas, mas este aqui tem peculiaridades que chamaram a atenção. Na última quarta-feira, um episódio na Emei Antônio Bento, no Butantã, terminou com a presença de quatro policiais armados depois que um pai acionou a polícia. O motivo? Um desenho de orixá feito pela filha durante as aulas. Curioso, não é?
Mas por que a situação escalou ao ponto de envolver a polícia? Na terça-feira, um dia antes da confusão, o pai da aluna já havia demonstrado insatisfação com o conteúdo das aulas. Ele chegou a retirar um desenho de Iansã feito pela própria filha do mural da escola. Na quarta-feira, após entrar em contato com as autoridades, alegou que a filha estava sendo forçada a aprender sobre religiões africanas.
Como as autoridades e a escola reagiram?
Segundo Aline Aparecida Nogueira, diretora da escola, a instituição não tem como prática doutrinar religiões. A escola está focada em um currículo antirracista, detalhou em nota. No entanto, a chegada dos policiais, que ali permaneceram por mais de uma hora, causou alvoroço entre os funcionários e familiares das outras crianças.

Quais são as vozes em apoio e crítica ao ocorrido?
A Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Militar está investigando a ação dos policiais, analisando até mesmo imagens capturadas por câmeras corporais. O incidente resultou em um boletim de ocorrência registrado pela professora contra o pai da aluna, alegando ameaça. Enquanto isso, a Secretaria Municipal de Educação esclareceu que o trabalho da filha fazia parte de uma atividade pedagógica obrigatória que abrange temas de cultura e história afro-brasileira.
Além disso, o Sindicato dos Profissionais de Educação condenou a ação dos policiais e declarou solidariedade à escola, argumentando que a presença dos oficiais gerou "constrangimento e abalo emocional". Manifestações de apoio à unidade escolar não pararam por aí: Luciene Cavalcanti e Carlos Giannazi, deputados pelo PSOL, já acionaram o Ministério da Igualdade Racial para uma averiguação mais rigorosa.
Esse episódio reflete uma tensão entre o que é interpretado como autonomia pedagógica e as sensibilidades religiosas e culturais diversas. O que você acha? Será que as instituições estão preparadas para lidar com esses debates em um ambiente educacional?
Com informações da Agência Brasil