No coração da Floresta Amazônica, em Belém, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30) se torna o palco de uma batalha crucial. À medida que as negociações avançam, movimentos sociais e organizações pressionam por ações reais e compromissos sólidos dos líderes globais. Será que teremos respostas à altura dos desafios ambientais que enfrentamos?
Na última terça-feira (18), a Greenpeace decidiu marcar presença de um jeito inusitado na Zona Azul do Parque da Cidade, em Belém. Durante uma intervenção artística, cinzas simbólicas da Floresta Amazônica foram lançadas ao ar para ilustrar de forma dramática a contínua queima que assola a região. Será que os negociadores sentiram o impacto e entenderam o recado?
Qual é a mensagem por trás das manifestações na COP30?
Camila Jardim, especialista em política internacional do Greenpeace, destaca que a ação foi uma tentativa de jogar luz sobre a urgência do tema queimadas e desmatamento. Ela afirmou que o objetivo era fazer com que os líderes sentissem "a urgência e o desespero" dentro das salas de negociações.
"O que a gente fez hoje foi trazer as cinzas da floresta, que queima todos os dias, para que os negociadores, os líderes mundiais entendam a urgência e sintam isso aqui nas salas de negociação, para que deem, então, esse encaminhamento tão urgente".
Como os negociadores estão reagindo?
A intervenção também foi uma resposta à publicação da carta nº11 da presidência da COP, que, conforme Camila, deixa a desejar em respostas concretas contra desmatamento e degradação. Ela critica o documento por ainda não apresentar um plano de ação robusto.
"A gente está num momento muito central das negociações, é agora que as grandes decisões estão sendo articuladas. E o texto que saiu hoje ainda é muito fraco em termos de resposta, de um plano de ação para o fim do desmatamento global. A gente precisa de algo bastante concreto para que seja possível".
Quais são os próximos passos da COP30?
A presidência da COP30, liderada por André Corrêa do Lago, convocou uma força-tarefa para implementar o Pacote de Belém com "rapidez, equidade e atenção a todos". Questões como a Meta Global de Adaptação e Planos Nacionais de Adaptação estão na agenda, buscando proporcionar um ambiente colaborativo onde todas as vozes sejam ouvidas até sexta-feira, data prevista para a conclusão das negociações.
Como essas decisões afetarão o futuro de nossa floresta e o compromisso global com o meio ambiente? Fique atento, pois os desdobramentos destas discussões podem definir o caminho das políticas climáticas mundiais.
Com informações da Agência Brasil