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BRASIL

Plataforma nacional vai reunir dados de saneamento em terras indígenas

Você sabia que há uma nova parceria entre a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde e o Hospital Israelita Albert Einstein? Juntos, eles estão desenvolvendo uma plataforma inovadora de dados ambientais para coletar e padronizar informações sob

18/11/2025

18/11/2025

Você sabia que há uma nova parceria entre a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde e o Hospital Israelita Albert Einstein? Juntos, eles estão desenvolvendo uma plataforma inovadora de dados ambientais para coletar e padronizar informações sobre saneamento e monitoramento da água nas terras indígenas, associando essas informações às mudanças climáticas. Esse projeto é uma resposta à preocupante escassez de dados sobre saneamento nessas regiões, que impacta negativamente a saúde das populações indígenas, agravando a incidência de doenças em comparação com a média nacional.

Um estudo da Fiocruz revela que, entre 2021 e 2024, houve uma alta prevalência de doenças como diarreia, verminoses e hepatite A nos territórios indígenas. Essas doenças estão diretamente ligadas ao consumo de água não tratada, descarte inadequado de resíduos e falta de coleta de lixo, situações críticas que a nova plataforma busca remediar.

Qual é a importância dos indicadores de saúde da população?

Durante a COP30, o diretor-geral do hospital, Henrique Neves, apresentou o projeto {Vigilância Ambiental e Saúde Indígena}, detalhando a variedade de dados que serão coletados. Neves destaca que a plataforma fornecerá uma visão abrangente, conectando informações sobre temperatura, poluição e umidade a doenças que se manifestam através de internações ou óbitos.

“Ela [a plataforma] tem uma visão mais ampla, não está ligada apenas aos povos originários ou à Amazônia, ela está ligada a uma visão da totalidade dos municípios brasileiros, né? E ela permite correlacionar informações que essencialmente são de temperatura, de poluição e de umidade com determinadas doenças, basicamente refletidas através da internação, óbito ou outras doenças que sejam indicadoras dessa saúde da população.”

Quem se beneficiará da nova plataforma?

A nova tecnologia será implantada nos 34 distritos sanitários especiais indígenas, abrangendo mais de 800 mil pessoas e 7 mil aldeias em todo o Brasil. No Pará, onde ocorreu a COP30, por exemplo, três distritos e 15 comunidades serão beneficiados.

O sistema também facilitará notificações rápidas em eventos como enchentes, secas ou problemas nos sistemas de abastecimento de água, garantindo que as autoridades locais possam se preparar melhor para atender esses eventos, como explica Henrique Neves.

“Então, à medida em que você acumula a cidade e você entende que uma quantidade maior de casos de dengue estão ocorrendo, você sabe que haverá uma demanda sobre o serviço de saúde. E normalmente haverá gargalos de atendimento e as autoridades locais podem se preparar para atender esses casos.”

Como o Programa Nacional de Saneamento Indígena está se expandindo?

Também durante a COP30, o Ministério da Saúde reforçou o compromisso com o acesso à água potável e serviços de saneamento para os povos indígenas. Esse compromisso é uma parte importante do Programa Nacional de Saneamento Indígena, que já conta com uma rede de mais de 200 organizações parceiras, incluindo ONGs, instituições de pesquisa e organismos internacionais.

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Com informações da Agência Brasil

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