Entre as belezas naturais do Marajó, uma mulher se destaca ao transformar o que muitos considerariam lixo em arte. Lucinete Nascimento das Neves é um exemplo inspirador de como criatividade e sustentabilidade podem caminhar juntas. Em Salvaterra, ela dá vida nova a materiais descartados, criando não apenas arte, mas também uma mensagem poderosa sobre preservação ambiental.
Nascida e criada em meio à exuberância da floresta, Lucinete sempre respeitou e valorizou a natureza à sua volta. Com a palha do miriti, ela produz cestas, abajures e instrumentos musicais como pandeiros e bumbos. Os troncos oco encontrados em suas caminhadas pela mata ganham uma nova finalidade com a técnica artesanal e o couro adquirido legalmente.
Como a reciclagem se transforma em arte?
Lucinete não para por aí. Sua habilidade em ver potencial em tudo que a floresta oferece a levou a reutilizar resíduos de diversas origens. Para a pousada da comunidade Água Boa, ela desenvolveu 38 abajures de palha de miriti, incorporando elementos como ventiladores e componentes menores, que, em suas mãos, ganham uma nova vida.
Qual é a ligação entre arte e poesia na vida de Lucinete?
Além de artesã, Lucinete é uma escritora dedicada. Seus pequenos livros de poesia são janelas para o coração do Marajó, suas paisagens e o dia a dia das comunidades locais. Através de suas palavras, ela expressa a importância do cuidado com o ambiente e como isso assegura o futuro das populações que dependem desses recursos naturais para viver.


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Com informações da Agência Brasil