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BRASIL

Mulheres negras LBTI se mobilizam por direitos no 20 de novembro

No coração de Brasília, em meio às comemorações do feriado da Consciência Negra, um evento importante para as Mulheres Negras Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexo (LBTI) está em pleno andamento. Este grupo está finalizando um diagnóstico essencia

20/11/2025

20/11/2025

No coração de Brasília, em meio às comemorações do feriado da Consciência Negra, um evento importante para as Mulheres Negras Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexo (LBTI) está em pleno andamento. Este grupo está finalizando um diagnóstico essencial para destacar as necessidades e desafios que enfrentam, juntamente com um olhar crítico sobre as políticas públicas brasileiras que pretendem apoiá-las. Com um chamado à ação velado, será que você está ciente de como esses temas afetam o dia a dia dessas mulheres?

Com a Marcha de Mulheres Negras agendada para o dia 25, a ideia é mais que uma simples reunião - é um esforço coordenado para lançar luz sobre questões urgentes e buscar mudanças significativas. Amanda Santos, psicóloga e coordenadora do Comitê Nacional LBTI, é a força motriz por trás desse encontro, almejando um futuro mais inclusivo e justo para as mulheres negras.

Como é organizado o diagnóstico?

"Temos em mãos um relatório nacional abrangente", afirma Amanda, "que cobre áreas fundamentais como saúde, segurança, comunicação, direitos familiares, arte, cultura e moradia." Estes são os pilares que sustentam a sobrevivência digna, mas que muitas vezes deixam a desejar devido a políticas públicas que ignoram ou distorcem a realidade dessas minorias.

Julgamentos e legislações que não reconhecem a diversidade são obstáculos reais. Esse processo construído de exclusão, defendem, é a manifestação da LGBTfobia ao limitar o acesso a direitos.

E quais são os desafios enfrentados pelas mulheres LBTI?

A ativista expõe, por exemplo, como os direitos de casais homoafetivos às vezes ficam em segundo plano, onde decisões médicas críticas podem ser vetadas para a parceira em favor da estrutura familiar biológica tradicionalmente reconhecida. Ainda existem barreiras para o reconhecimento do nome social em entidades de saúde pública e privada, uma realidade inaceitável que Amanda acredita que precisa ser urgentemente criminalizada.

Quais as lições e expectativas para o futuro?

Mulheres negras LBTI se mobilizam por direitos no 20 de novembro
Pesquisadora aposentada do IBGE e referência do movimento lésbico e LGBT, Heliana Hemetério. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.

Com a presença inspiradora da fundadora da Rede Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais Negras, Heliana Hemetério, a discussão ganha ainda mais relevância. Heliana, que também carrega a bagagem de experienciar em primeira mão muitas das dificuldades enfrentadas por esses grupos, enfatiza a importância simbólica e prática de transformar o Dia da Consciência Negra em um momento de reflexão e ação.

Ela destaca: "[O feriado nacional] reconhece a existência de 54% da população brasileira como negra, instigando uma reparação mais justa." Heliana sublinha que isso permite recontar a história com uma nova perspectiva, reconhecendo o impacto econômico e social que moldou o Brasil pós-abolição.

Essa jornada de reparação e reconhecimento não é apenas sobre justiça, mas sobre desenhar um caminho novo para as gerações futuras, cuja força reside na solidariedade e visibilidade conquistada através dessas ações coletivas.



Com informações da Agência Brasil

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