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BRASIL

Em São Paulo, marcha marca Dia da Consciência Negra

Se você estava em São Paulo no recente Dia da Consciência Negra, deve ter percebido algo especial acontecendo pelas ruas. Há 22 anos, a Marcha da Consciência Negra colore a Avenida Paulista, iniciando em frente ao imponente Masp, o Museu de Arte de São Pa

20/11/2025

20/11/2025

Se você estava em São Paulo no recente Dia da Consciência Negra, deve ter percebido algo especial acontecendo pelas ruas. Há 22 anos, a Marcha da Consciência Negra colore a Avenida Paulista, iniciando em frente ao imponente Masp, o Museu de Arte de São Paulo. Este evento é mais do que uma simples caminhada; é uma poderosa demonstração de história, cultura e luta pela igualdade racial no Brasil.

Este ano, a marcha trouxe homenagens a figuras históricas como Zumbi dos Palmares e Dandara, uma lembrança vibrante da resistência contra a escravidão. Este mesmo ato de rua faz eco à marcha de 1995, que marcou os 300 anos do martírio de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. O evento também se concentra em pautas atuais e cruciais, como a PEC 27, que propõe um fundo de reparação econômica e a promoção da igualdade racial.

Como a marcha dá voz à resistência?

Movimentos sociais diversos se juntam nesse ato simbólico, trazendo à tona questões ainda urgentes. Dinha Batista, uma ativa participante do Movimento Negro na zona da mata mineira, sublinha a luta contínua por educação e saúde para a comunidade negra: "Ainda continua sendo a luta pela educação, pela saúde do povo negro, como está precisando, né? Já avançamos bastante, mas precisa melhorar e muito, ainda."

Por que o apoio de todos é vital?

Terezimar Alves Sousa, uma presença constante na marcha, faz um apelo à sociedade para que todos, inclusive brancos, se engajem na luta antirracista: "Porque o racismo foi criado pela população branca, e a estrutura é mantida pelo poder branco. Então, é uma luta dos negros, mas também dessa nossa sociedade." Sua voz ressoa a ideia de que apenas uma mobilização conjunta pode trazer mudanças substanciais.

Qual é a herança das manifestações passadas?

Trinta anos após a histórica manifestação de 1995, a marcha exalta a cultura afro-brasileira e a herança dos quilombolas, reafirmando a necessidade de combater o racismo em todas as suas formas. Juliana Souza, do terreiro Casa de Oyá, destaca o papel vital dos terreiros na preservação da cultura e ancestralidade africana: "A nossa luta é para que a gente consiga conviver em paz, nesse país que é extremamente laico e cuja a maioria é preta."

O clímax da marcha se deu em frente às escadarias do Theatro Municipal, local emblemático onde, em 1978, foi fundado o Movimento Negro Unificado, em resistência ao racismo e à violência policial. Essa conexão com o passado reforça que a luta pela igualdade racial é contínua e necessária.



Com informações da Agência Brasil

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