A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, se despede de Belém, encerrando uma maratona de doze dias que aqueceram discussões e debates sobre a crise climática. O evento, que reuniu quase 60 mil participantes de 194 países, terminou nesta sexta-feira. E, por trás de toda a logística impecável na Zona Azul, onde ocorriam as negociações, cada cabo, lanche ou limpeza contou com o empenho e histórias de vida inspiradoras dos moradores locais.
Cleiton Batista, um residente de 29 anos de Belém, foi um dos responsáveis por garantir a conectividade impecável do evento. Ele instalou mais de 10 mil cabos de rede, com bastante antecedência, evidenciando a importância da preparação local para o sucesso da COP30. "Uma reunião muito importante que tá acontecendo aqui no nosso estado e a gente fazendo parte na correria", reflete Cleiton sobre a maratona que foi garantir essa infraestrutura tecnológica.
O que motiva os trabalhadores nos eventos internacionais?
As experiências profissionais não param na tecnologia. Tainara Alves, de 21 anos, também de Belém, utilizou sua experiência em eventos para atuar como caixa, auxiliando na recarga de cartões de pagamento usados durante a conferência. "É uma oportunidade muito grande para nós, para o nosso Pará, né?", declara ela, satisfeita com o aprendizado e as conexões criadas.
Dentro dos restaurantes e quiosques, Stefanie Silva assumiu os cardápios e procurou aprender com a diversidade cultural dos participantes: "Conheci pessoas de vários países, aprendi várias línguas". A percepção internacional de Belém também foi sentida com orgulho: "A nossa cidade foi vista por vários olhos. Eu tenho certeza que a maioria adorou super a gente".
Qual é o papel da limpeza em eventos de grande porte?
O estudante Anderson Assunção, de apenas 21 anos, enfrentou a correria constante nos bastidores da limpeza. "O dia é bem corrido, a gente não tem nem tempo para descansar", revela, destacando o desafio invisível de manter os espaços adequados para o grande fluxo de visitantes.
Como a troca cultural beneficia todas as idades?
Jovens também desempenharam papéis essenciais na COP30. Clara Silva, estudante de Castanhal, foi uma das jovens que ajudaram na tradução e acessibilidade do evento, enfatizando a oportunidade de conhecer culturas diversas: "Agora, eles têm a visão de que aqui tem uma cidade viva, que respira, que tem cultura".
Preparação e participação além dos bastidores
Bianca Vila Real, do Corpo de Bombeiros do Pará, começou sua jornada com a curiosidade de entender melhor o evento. "O que a gente percebe é que a gente ainda tá ainda se habituando com o evento", diz Bianca, que participou na divulgação das atividades e foi surpreendida pela grandiosidade da COP30.
Seja pela tecnologia, alimentação, limpeza ou intercâmbio cultural, os esforços de toda a comunidade foram vitais para a realização de um evento dessa magnitude, plantando não apenas cabos, mas também sementes de conhecimento e relacionamento interpessoal que vão muito além da Zona Azul.
Com informações da Agência Brasil