Você já pensou sobre as consequências de não agirmos em relação ao clima? No último dia da COP30, realizada em Belém, essa pergunta pairava no ar enquanto grandes figuras se reuniu para debater o futuro do nosso planeta. Entre essas vozes decisivas estava Carlos Nobre, um dos meteorologistas mais renomados quando o assunto é Amazônia e mudanças climáticas.
Na sexta, dia 21, a Rádio Nacional trouxe uma reveladora entrevista com este especialista, liderada pelo jornalista Daniel Ito e pelos repórteres Sayonara Moreno e Gabriel Corrêa durante o jornal Repórter Nacional. Carlos Nobre não mediu palavras ao enfatizar a urgência de um plano para banir os combustíveis fósseis — os grandes vilões por trás do aquecimento global.
Por que a eliminação dos combustíveis fósseis é urgente?
Os participantes da COP30 são chamados a buscar uma solução para um problema iminente: os combustíveis fósseis. Carlos Nobre deixou claro que sem um compromisso para eliminar sua utilização, continuaremos a alimentar a crise climática. É uma chamada para ação global, e cada país deve fazer a sua parte antes que seja tarde demais.
Qual é o papel da Amazônia na crise climática?
Nobre destacou um perigo iminente: o ponto de não retorno da Amazônia. Se esse limite for cruzado, a maior floresta tropical da Terra não será capaz de se recuperar por si só. Imagine uma Amazônia em colapso, incapaz de regular o clima do planeta, aumentando assim o impacto climático em escala global. Proteger a Amazônia não é apenas uma questão regional, mas uma responsabilidade que o mundo precisa compartilhar.

Com informações da Agência Brasil