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BRASIL

Acordo da COP30 triplica financiamento mas não inclui Mapa do Caminho

Recentemente, delegações de todo o mundo se reuniram em Belém, no Pará, para a COP 30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Neste encontro, elas aprovaram um novo acordo conhecido como 'Mutirão Global'. A principal proposta deste aco

22/11/2025

22/11/2025

Recentemente, delegações de todo o mundo se reuniram em Belém, no Pará, para a COP 30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Neste encontro, elas aprovaram um novo acordo conhecido como 'Mutirão Global'. A principal proposta deste acordo é aumentar o financiamento destinado às nações mais pobres, que já estão sofrendo com o aquecimento global. No entanto, um 'mapa do caminho' para o fim da dependência de combustíveis fósseis, os grandes vilões das emissões de gases de efeito estufa, ficou de fora. Como isso impacta o futuro das ações climáticas?

O documento, também chamado de Acordo de Belém, introduz uma iniciativa voluntária para catalisar a ação climática e ajudar países a cumprirem suas metas atuais de redução de emissões. Além disso, abre caminho para que nações ricas tripliquem o investimento para auxiliar países em desenvolvimento a adaptarem-se ao novo cenário até 2035. As nações em desenvolvimento, entretanto, clamam por mais recursos imediatos para enfrentar as consequências já presentes, como a elevação do nível do mar e eventos climáticos extremos. E agora, como as nações poderão lidar com esses desafios crescentes?

Por que o acordo não incluiu medidas para os combustíveis fósseis?

Apesar das longas negociações que atravessaram a madrugada, ficou decidido que o tema dos combustíveis fósseis não seria abordado no acordo principal. Em vez disso, ele seria parte de um documento paralelo apresentado pelo Brasil. Essa decisão gerou grande frustração entre os representantes da sociedade civil, já que não houve um planejamento claro para a redução gradual desses combustíveis.

O governo brasileiro, junto do presidente Lula, buscou insistentemente que o acordo incluísse uma proposta de cronograma para a transição energética. Infelizmente, essas discussões não levaram a um consenso dentro do texto oficial. E assim, fica a pergunta: quando veremos um compromisso concreto para substituir os combustíveis fósseis?

Quais foram os avanços do documento final?

Mesmo com lacunas importantes, o Acordo de Belém trouxe alguns avanços significativos. Entre eles, destaca-se o reconhecimento da contribuição vital das comunidades afrodescendentes e dos territórios indígenas na luta contra a crise climática. Este reconhecimento reforça a importância de incluir essas vozes nas discussões sobre o futuro do nosso planeta.

Ainda assim, resta uma dúvida: como garantir que essas comunidades serão efetivamente ouvidas e que suas contribuições se traduzam em ações concretas no combate às mudanças climáticas? A COP 30 lançou novas diretrizes, mas ainda há muitos desafios e conversas pela frente para concretizar um mundo mais sustentável e justo para todos.



Com informações da Agência Brasil

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