Você sabia que a violência contra as mulheres continua sendo uma questão urgente em todo o mundo? Na véspera do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou a dianteira promovendo um evento significativo: "Democracia: substantivo feminino". Este encontro, realizado na segunda-feira (24), trouxe um apelo urgente por mudanças estruturais que possam transformar essa realidade.
Na abertura do debate, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, fez uma afirmação poderosa: não existe democracia plena se persistirem desigualdade, discriminação e violência. Mesmo com a Constituição Federal garantindo igualdade entre homens e mulheres no artigo 5º, na prática, esse direito continua distante para muitas. A ministra chamou a atenção para a persistência da violência de gênero, especialmente contra mulheres negras e pobres. Ela foi enfática ao afirmar que a igualdade ainda não está formalizada em nossa sociedade.
Por que a igualdade ainda não é uma realidade?
De acordo com um levantamento impactante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado recentemente, cerca de 21,4 milhões de brasileiras com mais de 16 anos sofreram algum tipo de violência no último ano. Isso mostra como a discriminação e a violência de gênero são questões urgentes que precisam ser abordadas com seriedade e efetividade.
Qual é o papel das mulheres negras na política?
Outro assunto de grande importância discutido no encontro foi a presença das mulheres negras na política. A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, destacou a necessidade do financiamento público de campanha para as candidaturas femininas. Ela apontou a recorrente desqualificação de mulheres e a cobertura partidária que ignora ou minimiza este problema:
“É duro ver mulheres que já foram testadas nas urnas, terem que lutar pelo efetivo financiamento.”
Segundo dados do TSE, mesmo sendo maioria do eleitorado, apenas 18% das eleitas no pleito municipal de 2024 eram mulheres. Isso demonstra a desigualdade de representação que ainda persiste.
O que a Primeira Marcha Nacional das Mulheres Negras simboliza?
Nesta terça-feira, 25 de novembro, Brasília será o palco da Primeira Marcha Nacional das Mulheres Negras, com temas focados na justiça social, reparação histórica e bem-estar. O evento começará às 9h com uma Sessão Solene no Congresso Nacional, seguida de uma marcha pela Esplanada dos Ministérios às 10h. À noite, as representantes da marcha terão uma audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. Esta mobilização é uma demonstração poderosa de resistência e união em busca de direitos iguais e justiça social.
Com informações da Agência Brasil