Desde a última segunda-feira, o Rio de Janeiro tem vivido uma intensa operação policial chamada de Operação Barricada Zero, que está em seu quarto dia consecutivo. As ações acontecem nas comunidades do Complexo de Israel, na Cidade Alta, em Cordovil, e em várias outras localidades do estado. Mas afinal, por que essa operação é tão crucial e o que realmente está acontecendo por lá?
Hoje, a movimentação começou bem cedo, ainda na madrugada. Uma das principais ações do dia foi o fechamento da Avenida Brasil por cerca de 40 minutos. Essa medida foi tomada como uma tentativa de conter os ataques de traficantes da facção criminosa conhecida como Terceiro Comando Puro (TCP). Traficantes, em tentativas anteriores, já dispararam contra ônibus urbanos que passavam pela via, resultando até em mortes de inocentes, como um homem que estava indo trabalhar. Mas por que isso ainda acontece?
Por que a Avenida Brasil foi fechada?
Hoje, a Avenida Brasil foi fechada preventivamente para assegurar que as forças de segurança pudessem adentrar o Complexo de Israel com mais segurança. Ao chegar, as forças policiais enfrentaram resistência. Criminosos reagiram com troca de tiros e incendiaram barricadas e veículos, uma estratégia desesperada para atrasar o avanço da polícia. A situação obrigou quatro unidades de saúde próximas a suspenderem seus atendimentos. Como você pode imaginar, essa é uma decisão difícil, mas necessária. O que poderia estar em jogo?
Quem está liderando as ações criminosas na área?
A área sob intenso conflito é dominada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, mais conhecido como Peixão. Ele é responsável por orquestrar ataques a ônibus, tentando desviar a atuação policial. Em uma coletiva de imprensa, o coordenador da operação, Edu Guimarães, destacou que "algumas comunidades estão livres das barricadas" e enfatizou a importância das denúncias públicas através do Disque Denúncia. Eles estão prontos para responder rapidamente a quaisquer informações repassadas. Isso realmente pode fazer a diferença? Como você pode ajudar?
Como a remoção de barricadas impacta a segurança?
Hoje, mais de 318 toneladas de barricadas impostas por criminosos foram removidas. Desde o início da operação, foram mais de 1.500 toneladas retiradas das vias, permitindo que a população volte a circular mais livremente. As ações não param por aí: criminosos continuam tentando resistir, como visto em confrontos no Campinho e no Fubá. No entanto, a polícia tem conseguido estabilizar essas áreas. E na Cidade Alta, oito veículos incendiados foram removidos e dois criminosos, junto com fuzis, foram presos. Mas como garantir que isso vai durar?
Qual o papel das investigações nesta história?
A Polícia Civil não está apenas à margem dessas ações. Além do combate direto, as investigações foram intensificadas e já resultaram na prisão de dois envolvidos em uma tentativa de homicídio no Corte Oito, em Duque de Caxias, apenas 24 horas após o ocorrido. O delegado Gabriel Ferrando garante que as investigações continuam com força total: "A Polícia Civil vai continuar investigando todos os fatos relacionados à operação". Isso indica que, além do combate imediato, há uma busca por soluções mais duradouras. Será que isso será suficiente para garantir a segurança a longo prazo?
Com informações da Agência Brasil