A Justiça do Rio de Janeiro determinou a permanência de Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, no sistema penitenciário federal por mais três anos. Essa decisão, solicitada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), reflete a alta periculosidade e liderança de Marcinho VP no Comando Vermelho, grupo criminoso que ele ajuda a comandar.
Ele foi levado para um presídio de segurança máxima em 2007, acumulando penas que totalizam 55 anos e 8 meses de prisão. Marcinho VP atualmente cumpre sua sentença no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Por que Marcinho VP continua no sistema penitenciário federal?
A decisão foi assinada pelo juiz Rafael Estrela da Vara de Execuções Penais, que considera essencial a permanência de Marcinho no sistema penitenciário federal. A medida busca evitar a continuidade das atividades criminosas no Rio de Janeiro, rompendo a comunicação entre Marcinho e seus comandados.
O juiz avaliou que, manter Marcinho fora dos limites do Rio de Janeiro dificulta tanto a orquestração de crimes quanto a comunicação de ordens ilícitas. "A transferência visa prevenir atos violentos e sustentar a segurança pública na luta contra o crime organizado", afirmou.
Como a megaoperação no Alemão e na Penha influenciou a decisão?
Uma recente megaoperação, deflagrada em 28 de outubro de 2025, ajudou a moldar a decisão judicial. Essa operação, orientada a controlar o tráfico de drogas e a expansão do Comando Vermelho nos Complexos do Alemão e da Penha, reforçou o risco associado a um possível retorno de Marcinho VP ao sistema penal do Rio.
"As ações criminosas de Marcinho demonstram um claro desrespeito ao Estado Democrático", destaca a decisão, sublinhando o impacto que o retorno dele ao Rio poderia ter sobre os esforços contra o crime organizado.
Quais as transgressões de Marcinho VP em sua vida prisional?
O comportamento de Marcinho VP enquanto esteve preso foi outro ponto de atenção. Durante sua passagem pelo sistema penitenciário fluminense, ele acumulou 15 transgressões disciplinares, sendo dez classificadas como graves. Um dos episódios mais notórios foi a rebelião no Complexo de Gericinó em 2002.
No presídio federal, Marcinho também não teve um histórico tranquilo, respondendo por agressões a outros internos e desrespeito às autoridades. "Esse histórico conturbado reforça a necessidade da decisão", concluiu o juiz.
Com informações da Agência Brasil