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BRASIL

Marina classifica derrubada de vetos de lei ambiental como "demolição"

No cenário atual do licenciamento ambiental no Brasil, um evento crucial abalou os alicerces das práticas sustentáveis consolidadas por décadas. Em um desenrolar que gerou ampla reação, o Congresso derrubou 52 vetos na Lei Geral do Licenciamento Ambiental

28/11/2025

28/11/2025

No cenário atual do licenciamento ambiental no Brasil, um evento crucial abalou os alicerces das práticas sustentáveis consolidadas por décadas. Em um desenrolar que gerou ampla reação, o Congresso derrubou 52 vetos na Lei Geral do Licenciamento Ambiental, gerando preocupações entre defensores do meio ambiente. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, essa ação significou uma verdadeira "demolição" de um sistema de licenciamento que estava em funcionamento há quase 40 anos, prevenindo tragédias ambientais.

A derrubada dos vetos ocorreu, apesar dos repetidos alertas e pedidos de reconsideração feitos pelo governo, especialistas e ambientalistas. Agora, com as mudanças, empreendimentos de médio potencial poluidor podem se beneficiar por meio de autodeclaração, e os licenciamentos podem ser realizados em terras indígenas ainda não homologadas ou quilombolas não titularizadas. A nova lei também confere a estados e municípios a autonomia para decidirem quais atividades exigirão licenciamento ambiental.

Quais são as preocupações com as novas regras?

Participando do programa "Bom Dia, Ministra", Marina Silva expressou suas críticas ao discurso a favor do desenvolvimento que está sendo usado para justificar essas mudanças. Segundo ela, o argumento de modernização para obter agilidade esconde regressões severas. Com a nova legislação, autoridades ambientais como o Ibama e o ICMBio ficariam de "mãos atadas", perdendo o controle que garantia o equilíbrio necessário no desenvolvimento de projetos.

Como o governo planeja responder?

Em resposta às alterações legais, o governo pretende levar o caso à justiça, baseando-se no descumprimento do Artigo 225 da Constituição, que assegura o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. A ministra anunciou essa iniciativa como um esforço para transformar "o luto em luta", buscando reverter as mudanças e proteger o futuro ambiental do país.



Com informações da Agência Brasil

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