Você sabia que um marco da história brasileira acaba de ganhar reconhecimento formal? Pois é, o tombamento da antiga sede do DOPS foi finalmente aprovado. Este edifício, carregado de histórias dolorosas do período da ditadura militar, agora está em destaque após longa espera. Sua aprovação como patrimônio remete-nos a um passado de luta e resistência, e levanta a questão: que valor temos dado à nossa memória histórica?
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) anunciou a decisão, em parceria com o Ministério Público Federal e diversos movimentos sociais. O edifício, localizado no coração do Rio de Janeiro e inaugurado em 1910, não é apenas uma peça arquitetônica, mas um possível memorial às vítimas da ditadura, um desejo antigo de muitos.
O que torna este prédio tão especial?
Construído inicialmente como sede da Polícia Federal, o edifício do DOPS era equipado com tecnologias de vigilância de ponta para a época. Permitindo observação e isolamento acústico das celas, o prédio abrigava um contraste marcante entre suas sombrias atividades e suas ornamentações artísticas, como molduras decorativas e vitrais.
Por que a importância do tombamento pelo IPHAN?
A decisão do IPHAN marca um reconhecimento formal do prédio como o primeiro lugar de memória traumática do país, abrindo precedentes para outros. Enquanto a estrutura física nos conta histórias de dor, ela também relembra a luta por memória e justiça, conectando-nos a um importante marco histórico e social.
Será este o começo de um museu para memórias difíceis?
Desde que Brasília se tornou a capital, o prédio ficou sob a tutela da Polícia Civil e até abrigou um embrião de museu. No entanto, esse projeto nunca saiu do papel. Com o atual tombamento, há uma nova esperança de que este espaço se transforme em um memorial, atendendo os anseios de décadas por justiça e lembrança.
*Supervisão de Vitória Elizabeth.
Com informações da Agência Brasil