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BRASIL

Entregadores protestam contra modalidade nova de trabalho do iFood

Os entregadores por aplicativo, chamados de "guerreiros" das ruas, enfrentam um novo desafio imposto pelo iFood, que pode impactar a maneira como trabalham e são remunerados. Nesta sexta-feira, 28, em uma manifestação na Cinelândia, coração do Rio de Jane

28/11/2025

28/11/2025

Os entregadores por aplicativo, chamados de "guerreiros" das ruas, enfrentam um novo desafio imposto pelo iFood, que pode impactar a maneira como trabalham e são remunerados. Nesta sexta-feira, 28, em uma manifestação na Cinelândia, coração do Rio de Janeiro, eles protestaram contra o +Entregas, um sistema que requer o agendamento do horário de trabalho em determinadas áreas da cidade. Mas o que levou esses profissionais a se unirem contra essa mudança?

A principal crítica dos entregadores está na rigidez que o novo modelo traz para suas jornadas. Eles apontam a desordem nas rotas, conflitos entre colegas e o baixo valor das corridas como consequências graves. Alexandre Moizinho, do Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos, ressalta que as taxas podem cair para apenas R$ 3,30. Com o aumento nos custos de combustível e manutenção, a situação se torna insustentável.

Por que o novo sistema gera insatisfação entre os entregadores?

O modelo +Entregas, apesar de oferecer um valor fixo por hora e um adicional por conclusão de entregas, limita a autonomia dos trabalhadores. A obrigação de agendar horários os prende a um local específico, reduzindo sua capacidade de escolha. Os manifestantes denunciam que tal sistema reduz a já escassa liberdade que tinham.

Entregadores protestam contra modalidade nova de trabalho do iFood

Quais os modelos alternativos no iFood?

Além do +Entregas, os entregadores criticam outros modelos, como o de operador logístico e o de franquias. No primeiro, eles são contratados como microempreendedores individuais por uma empresa terceirizada, que gere os pagamentos e a agenda, gerando uma relação de dependência. Já o modelo de franquia, denominado EntreGô, oferece uma gestão mais padronizada, mas exige o vínculo formal como MEI.

Qual é a realidade dos entregadores independentes?

Bruno de Souza, que atua há mais de quatro anos como entregador, relata que profissionais independentes têm menos chances no aplicativo, com rotas mais longas e menos frequentes. "É uma forma de forçar a adesão a modelos que driblam a formalização do vínculo trabalhista e desamparam os entregadores", critica Bruno, que enfrenta problemas de saúde sem nenhuma proteção social.

O que diz o iFood sobre os protestos?

Em resposta, o iFood afirma que os entregadores têm liberdade para se manifestar e que o +Entregas é uma alternativa que tem como objetivo oferecer ganhos consistentes e rotas mais otimizadas. A adesão voluntária e a implementação gradual são estratégias mencionadas pela empresa, que se compromete a analisar continuamente os resultados e manter um canal aberto para sugestões e dúvidas.



Com informações da Agência Brasil

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