Um choque tomou conta do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca recentemente, quando um trágico incidente abriu feridas profundas na instituição. Duas funcionárias foram brutalmente assassinadas a tiros por um colega de trabalho dentro da instituição de ensino, gerando um momento de luto e reflexão para toda a comunidade acadêmica.
Allane de Souza Pedrotti Matos, uma professora com uma sólida formação internacional, perdeu a vida ao chegar no Hospital Municipal Souza Aguiar, no coração do Rio de Janeiro. Layse Costa Pinheiro, dedicada psicóloga, chegou em estado crítico à mesma unidade de saúde, mas infelizmente não resistiu, confirmou a Secretaria Municipal de Saúde. Essa tragédia abateu todos ao seu redor e levantou questões urgentes sobre a segurança em ambientes educacionais.
O que levou a essa tragédia no Cefet?
Os disparos fatais foram efetuados por João Antônio Miranda Tello Ramos, que, em seguida, tirou a própria vida com um tiro na cabeça, segundo a Polícia Militar. O evento macabro chocou profundamente todos os envolvidos, especialmente porque ocorreu em um espaço que deveria ser reservado para o aprendizado e a construção de um futuro pacífico.
O Corpo de Bombeiros chegou rapidamente ao local às 15h50, socorrendo as vítimas como pôde. No entanto, o desfecho trágico já estava escrito, e com ele, o panorama de tristeza que se seguiu afetou alunos, funcionários e todos que conhecem o Cefet.
Como o Cefet está lidando com o luto?
Em resposta à tragédia, o Cefet decretou luto oficial de cinco dias, uma tentativa de oferecer um espaço para que a comunidade possa homenagear as vítimas e processar a dor coletiva. "A direção-geral do Cefet/RJ lamenta profundamente essa tragédia que chocou a comunidade acadêmica e decreta luto oficial por cinco dias na instituição a partir da próxima segunda-feira (1º)", declarou a direção.
Qual foi a resposta de outras instituições educacionais?
Solidariedade e pesar ressoam através das notas emitidas por várias instituições acadêmicas. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) expressou sua profunda tristeza pelas perdas, destacando que "a violência, sobretudo em um ambiente dedicado à educação, fere não apenas as vítimas e seus familiares, mas também toda a comunidade acadêmica". Essas declarações ressaltam a importância de as instituições de ensino serem vistas como locais de paz e compreensão.
Com isso, o IFRJ concluiu sua nota com um chamado à solidariedade: "O IFRJ expressa sua irrestrita solidariedade aos servidores(as), estudantes, colegas e familiares da comunidade do Cefet-RJ. Que encontrem, neste momento tão doloroso, conforto, acolhimento e a certeza de que não estão sozinhos(as)".
Como seguir em frente após o ocorrido?
A dor de uma perda tão brutal leva tempo para cicatrizar, mas a força daqueles que permanecem é essencial para reerguer a comunidade. O caso é rotulado como de alta complexidade e está sob a investigação da Delegacia de Homicídios da Capital. O que todos esperam, é que possa trazer respostas e, potencialmente, evitar que tragédias similares se repitam.
É um momento para união, esperança e uma reavaliação das medidas de segurança existentes, para que o ambiente acadêmico possa ser um refúgio confiável e propício ao crescimento intelectual e pessoal. Por hora, cabe a cada membro da comunidade do Cefet e das instituições de educação como um todo, se apoiar mutuamente e honrar a memória das vítimas.
Com informações da Agência Brasil