No último dia 28, a engenheira Cristiane Collet Battiston foi eleita presidenta do Conselho do Programa Hidrológico Intergovernamental (PHI) da Unesco, um feito histórico que marca a primeira vez em cinco décadas que uma mulher assume esta posição de liderança. Como diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Cristiane traz consigo uma vasta experiência e reconhecimento na área de hidrologia.
Este acontecimento chega em um momento crucial em que a gestão dos recursos hídricos se destaca nas discussões globais, particularmente após a COP30, realizada em Belém. A conferência sublinhou a importância vital da água nas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Assim, você pode imaginar o impacto que a liderança de Cristiane pode ter nas políticas públicas e cooperações internacionais no setor hídrico.
Quem é Cristiane Collet Battiston?
Com formação em engenharia civil, mestrado e doutorado em hidrologia, Cristiane Battiston não é novata quando se trata de gestão e políticas de água. Antes de sua atuação na Diretoria Colegiada da ANA, em setembro, ela já havia passado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e pela Casa Civil da Presidência da República. Seu mandato no PHI vai até 2027, o que promete ser um período bastante produtivo.
Por que a eleição de Cristiane é um marco?
Além de ser um passo significativo rumo à igualdade de gênero na liderança internacional, a eleição de Cristiane para a presidência do PHI representa um reconhecimento da sua habilidade e experiência em uma área fundamental para o futuro global. Esta nomeação sinaliza um compromisso renovado da Unesco e de seus países-membros em promover políticas baseadas em evidências científicas, especialmente em tempos de emergência climática.
Qual é o papel do PHI?
Como principal plataforma para cooperação internacional em questões hídricas, o PHI desempenha um papel essencial ao reunir países-membros para desenvolver políticas que são fundamentadas em ciência robusta. Isso ajuda a moldar um futuro sustentável, garantindo que recursos hídricos sejam geridos de maneira eficiente e equitativa. Sob a liderança de Cristiane, espera-se que o PHI amplie suas iniciativas de modo a incluir ainda mais vozes e perspectivas de todo o mundo.
Com informações da Agência Brasil