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BRASIL

Basta ao Feminicídio é o grito do Levante de Mulheres em São Paulo

No último domingo, a Avenida Paulista se transformou em um palco de mobilização contra o feminicídio, reunindo milhares de participantes. Homens e mulheres se juntaram para pedir o fim da violência de gênero, exigindo punições mais severas para crimes mis

07/12/2025

07/12/2025

No último domingo, a Avenida Paulista se transformou em um palco de mobilização contra o feminicídio, reunindo milhares de participantes. Homens e mulheres se juntaram para pedir o fim da violência de gênero, exigindo punições mais severas para crimes misóginos e combatendo discursos de ódio que proliferam na sociedade. Esse clamor coletivo reverberou ainda mais fundo ao trazer à tona discussões sobre as raízes estruturais da violência de gênero, tocando pontos cruciais como legislação, liberdade e respeito.

Por que o feminicídio é urgente?

Ao abordar feminicídio, você está falando de vidas que têm interrupção precoce e violenta, muitas vezes fruto de um machismo que parece enraizado na sociedade. "Vim hoje porque acho que é muito importante tornar visível a questão de quanto a misoginia fere o direito da mulher de existir, a nossa verdade de viver", disse Jessica Torres, uma professora de 39 anos, reafirmando a necessidade urgente de falar sobre esse desafio desde cedo.

Como trabalhar a conscientização desde a infância?

Jessica Torres acredita que a discussão sobre misoginia deve começar desde o ensino infantil. "Por isso é importante que os professores abordem com livros, atividades, com carinho e cuidado, demonstrem o que são atitudes misóginas", explicou. Fernanda Prince, pedagoga, reforça esta visão, destacando que mesmo as crianças de 6 a 8 anos conseguem compreender essas questões com facilidade. "É fundamental trabalhar essa pauta do feminicídio, da violência contra a mulher desde pequeno," comentou a pedagoga animada com o impacto positivo desse trabalho.

Qual o papel dos movimentos sociais na conscientização?

Maria das Graças Xavier, uma das organizadoras do protesto, enfatizou a rapidez e eficiência com que a articulação do ato foi feita. "Esse ato foi uma chamada das mulheres, feita em menos de 10 dias, nacionalmente, em todos os estados", relatou Graça, como é mais conhecida. Para ela, é fundamental discutir o papel do Estado na construção de campanhas e políticas públicas contra a violência.

Como leis mais severas podem fazer a diferença?

Durante as manifestações, muitos participantes ergueram cartazes pedindo por leis mais duras contra o feminicídio. A comerciante Lilian Lupino, de 47 anos, refletiu: "Existe uma cultura de opressão às mulheres, uma cultura milenar. E tem muita mulher morrendo por causa disso, morrendo aos poucos com terrorismo psicológico, morrendo por falta de espaço na sociedade, dentro de casa, no trabalho."

Esta manifestação pública se torna uma importante página na luta contínua para transformar a realidade das mulheres no Brasil. Como Maria das Graças e seus companheiros de ativismo mostraram, mesmo em meio à dificuldade, é possível mover montanhas pela justiça social. Veja as fotos desse movimento poderoso em São Paulo:

Basta ao Feminicídio é o grito do Levante de Mulheres em São Paulo
Basta ao Feminicídio é o grito do Levante de Mulheres em São Paulo
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Com informações da Agência Brasil

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