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BRASIL

Ato nos Arcos da Lapa pede fim da violência contra mulheres e LGBTQIA+

Você sabia que movimentos sociais promoveram um importante ato público em prol do fim da violência contra mulheres, LGBTQIA+ e minorias sociais alvo de agressões no Brasil? Este evento, realizado no último domingo (21), foi um grito de socorro e um chamad

21/12/2025

21/12/2025

Você sabia que movimentos sociais promoveram um importante ato público em prol do fim da violência contra mulheres, LGBTQIA+ e minorias sociais alvo de agressões no Brasil? Este evento, realizado no último domingo (21), foi um grito de socorro e um chamado urgente à ação para proteger essas comunidades vulneráveis.

A manifestação, organizada pela CasaNem, simbolizou uma resistência corajosa e vital. Inicialmente marcada para as 14h, foi atrasada pelo calor intenso, mas a dedicação dos participantes não se apagou. A entidade CasaNem, localizada no Rio de Janeiro, tem sido um refúgio e um local de esperança para muitos, especialmente para quem tem enfrentado a incerteza de um futuro seguro e digno.

Por que é tão urgente combater a violência?

O ato público deste domingo foi inspirado por duas tragédias recentes que revelam a brutalidade enfrentada pela população trans no Brasil. Uma adolescente de 13 anos, de Guarapari, Espírito Santo, foi cruelmente atacada e queimada, enquanto Fernando Vilaça, de Manaus, teve seu sonho de ser veterinário tragicamente interrompido pelo ódio infundado. Casos assim não só chocam, mas clamam por políticas públicas urgentes.

Como a educação pode transformar essa realidade?

Indianarae Siqueira, à frente da CasaNem, ressalta que a violência aparenta crescer pela maior visibilidade que finalmente recebeu. "O que antes não se via, hoje é denunciado." A criminalização da LGBTfobia, embora não seja a única resposta, é um começo necessário para educar futuras gerações sobre respeito e igualdade. De fato, somente uma educação transformadora pode romper o ciclo de opressão contra minorias.

Quem são as vozes por trás do movimento?

No evento, mulheres trans como Laisa e MC Raica levantaram suas vozes. Laisa defende o respeito e a igualdade, enquanto Raica usa a música como ferramenta de resistência e retribuição ao apoio recebido da CasaNem. "Aos poucos, as coisas estão acontecendo," diz Raica, vislumbrando um futuro onde podamos ser quem realmente somos sem medo.

Talita Aires, Laísa e a MC Raica Devassa participam da Parada LGBTQIAPN+ da Lapa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Quais os números alarmantes da violência no país?

Infelizmente, as estatísticas são cruéis. Somente este ano, mais de 2,7 mil mulheres sofreram tentativas de feminicídio. O Brasil continua a liderar o doloroso ranking mundial de assassinatos de pessoas trans, um triste título mantido por 17 anos consecutivos. Com 291 mortes registradas em 2024, isso se traduz em uma morte a cada 30 horas, segundo o Grupo Gay da Bahia. O Dossiê ANTRA destaca que 82% dessas vítimas são pessoas negras e pardas.

Essa realidade exige urgência em medidas efetivas que protejam essas vidas e mudem o paradigma para uma sociedade mais justa e inclusiva. O desafio é imenso, mas não deixamos de lutar.



Com informações da Agência Brasil

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