A Polícia Civil do Rio de Janeiro está em busca de novas provas para fortalecer a investigação em torno dos estupros ocorridos no Colégio Federal Pedro II, uma instituição renomada na cidade. A intenção é obter dados cruciais dos dispositivos eletrônicos, como celular e computadores, do adolescente já denunciado por dois crimes de estupro, buscando assim informações que possam elucidar ainda mais o caso.
Os últimos acontecimentos deixaram a comunidade escolar e a sociedade em estado de alerta. Os investigadores acreditam que descobertas adicionais podem surgir, especialmente com a análise de equipamentos eletrônicos vinculados ao adolescente. A importância desse procedimento cresce, sobretudo, pelo potencial impacto na reconstituição dos eventos e na obtenção de novas evidências que podem corroborar os relatos das vítimas.
O que a polícia espera encontrar nos dispositivos eletrônicos?
Segundo o delegado Ângelo Lages, a análise dos dispositivos eletrônicos possui alto potencial para revelar detalhes das atividades do adolescente e seu envolvimento nos crimes. A polícia não descarta a possibilidade de solicitar a quebra do sigilo telefônico dos quatro réus relacionados ao estupro coletivo de uma jovem de 17 anos em Copacabana.
"O adolescente era a mente por trás disso tudo. Ele tinha a confiança das vítimas, até por ter tido relacionamentos anteriores com elas, então, a gente entende que a apreensão é necessária", declarou o delegado.
Novas denúncias emergem: o que isso significa para a investigação?
Após a divulgação pública do caso de Copacabana, novas vítimas do Pedro II se apresentaram à polícia, denunciando abusos similares que teriam sido cometidos pelo mesmo grupo. Uma das novas denúncias, feita por uma garota que tinha 14 anos à época, menciona que ela foi alvo de estupro em 2023, em um apartamento no Maracanã, e que tudo foi gravado.
A importância desse depoimento é ainda mais enfatizada pela gravação dos atos, que as vítimas relataram ter sido usada para chantagem. Os aparelhos dos acusados, segundo as autoridades, podem revelar essas e outras ações criminosas.
Como a escola está reagindo às denúncias?
No cenário escolar, a reação dos estudantes foi audível. O grêmio estudantil do Colégio Pedro II emitiu uma nota pública exigindo a expulsão dos alunos envolvidos nos incidentes, incluindo o adolescente acusado e Vitor Hugo Simonin.
"Não é de hoje que tais alunos - assim como outros - têm algum tipo de envolvimento em casos de assédio e abuso, incluindo vazamento de vídeos expositivos de uma aluna do campus", destacou a nota.
A visão da polícia sobre a culpabilidade e o consentimento
Em uma declaração impactante, o delegado cobrou consciência da sociedade quanto ao tema do consentimento. "Os meninos, principalmente, precisam saber que não é não", afirmou enfatizando que, "a partir do momento que não houver mais consentimento, há um crime".
Esta orientação clara busca educar os jovens sobre a gravidade de desrespeitar consensos e as pesadas penas que podem resultar desses erros, como a que pode chegar a 20 anos de prisão se a vítima for menor de idade.
Para denúncias de violência doméstica, procure uma delegacia ou disque do seu telefone o número 180.
Com informações da Agência Brasil