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BRASIL

Mulheres enfrentam desigualdades também no setor das artes

Você já parou para pensar em como as desigualdades de gênero impactam o universo das artes? O setor cultural, infelizmente, não está imune ao machismo, e a história está repleta de mulheres cujas obras foram minimizadas, que ficaram na sombra de homens ou

06/03/2026

06/03/2026

Você já parou para pensar em como as desigualdades de gênero impactam o universo das artes? O setor cultural, infelizmente, não está imune ao machismo, e a história está repleta de mulheres cujas obras foram minimizadas, que ficaram na sombra de homens ou que enfrentaram violência de seus parceiros. Vamos explorar como isso acontece e o que tem sido feito para mudar.

De acordo com um estudo da Universidade Federal Fluminense, as desigualdades de gênero na indústria criativa são particularmente evidentes na disparidade salarial. Muitas mulheres acabam ocupando funções secundárias, de menor prestígio, ou têm sua participação reduzida em áreas como música, fotografia e vídeo.

Por que mulheres ainda enfrentam desafios no setor cultural?

A jornalista e pesquisadora Fayga Moreira, do Observatório da Diversidade Cultural, explica que o mercado de trabalho na arte e cultura reflete uma estrutura social profundamente patriarcal, onde as carreiras criativas são influenciadas por um sistema que subjulga as mulheres e as avalia a partir de um padrão masculino.

Apesar dessas disparidades, a especialista destaca alguns avanços. Temos visto editais específicos para mulheres, cotas em seleções, mostras de gênero, além de uma crescente conscientização social sobre essas desigualdades.

Como o coletivo Escreviventes está mudando o cenário literário?

A escritora Carla Guerson, fundadora do coletivo Escreviventes, acredita na democratização da participação feminina na literatura. Este coletivo, que funciona de forma virtual com cerca de 600 autoras, é um ambiente seguro onde muitas mulheres encontram coragem para publicar seus primeiros livros.

Carla observa que ainda há menos mulheres no mercado editorial e que a falta do chamado "capital social" - ou QI, "quem indica" - é uma barreira significativa. O mercado literário, assim como muitos outros, é majoritariamente dominado por homens, o que perpetua um ciclo de exclusão.

Quais são as recomendações para combater as desigualdades de gênero na cultura?

O relatório da Unesco, "Gênero e Criatividade: Progresso sobre o Precipício", aponta que é preciso mais investimento em políticas públicas para enfrentar as desigualdades que teimam em persistir no setor cultural.



Com informações da Agência Brasil

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