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BRASIL

Movimento feminista protesta contra escala 6x1 e violência global

Imagine a força de uma união composta por 42 entidades e movimentos que atuam incansavelmente na defesa dos direitos das mulheres. Essa é a essência da Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março, que recentemente entregou ao governo federal um manifesto

06/03/2026

06/03/2026

Imagine a força de uma união composta por 42 entidades e movimentos que atuam incansavelmente na defesa dos direitos das mulheres. Essa é a essência da Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março, que recentemente entregou ao governo federal um manifesto carregado de reivindicações essenciais para este ano.

Por trás das exigências já conhecidas, como a defesa dos direitos básicos e a luta pela legalização do aborto, está uma voz coletiva que se levanta contra o imperialismo, as tecnologias usadas pela extrema-direita e todos os padrões de violência global, abrangendo situações difíceis desde a Venezuela até o Oriente Médio.

Por que a luta internacionalista das mulheres é tão crucial?

Em um importante documento entregue à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, nesta quinta-feira (5), a Articulação Nacional sublinhou que "a luta das mulheres nasce da nossa capacidade histórica de auto-organização", reafirmando o caráter internacionalista desse movimento. Este gesto representa mais do que um simples ato político; é um chamado por solidariedade e ação global.

As militantes destacam as influências dos Estados Unidos sobre a governança de outros países, além de ameaças bélicas e ataques cibernéticos, vistas como "formas de dominação colonial que aprofundam a fome e a exploração capitalista patriarcal e racista".

Quem são as vozes por trás deste manifesto?

A marcha abraça uma diversidade impressionante: mulheres trabalhadoras urbanas e rurais, habitantes de florestas, comunidades quilombolas, negras, indígenas, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, as com deficiência, mães solo, e muitas outras. Todas estão unidas por um propósito comum: igualdade e justiça.

O que mais está em jogo nesta agenda?

O documento é um grito contra racismo, violência policial, intolerância religiosa, tentativas de controle sobre os corpos femininos e insegurança alimentar. Expressa também preocupação com a precarização do mercado de trabalho, onde a população tem reagido fortemente contra a escala 6x1.

"Estamos cientes de que a crise climática faz parte desse modelo de exploração. Ela é resultado da destruição predatória dos territórios e da mercantilização das mulheres e da natureza", denunciam com convicção.

Qual é a visão de futuro defendida pelas mulheres?

"Afirmamos que a luta pelo fim de todas as opressões é inseparável da luta por democracia, soberania e justiça social. Por isso, a taxação das grandes fortunas é essencial para a construção de um Brasil mais justo. Em 2026, todas as nossas frentes convergem para a batalha decisiva de defesa da democracia em nosso país", declaram.

Onde e quando essas manifestações acontecerão?

Ao todo, 34 manifestações estão programadas até a próxima segunda-feira (9), em múltiplas cidades. Em São Paulo, o ponto de encontro será neste domingo (8), às 14h, em frente ao Fórum Pedro Lessa, próximo ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp).

(Note que a participação e a união de cada pessoa são fundamentais para dar força a esse movimento.)

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Com informações da Agência Brasil

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